Jurisprudência

Caso de Crimes Graves (Beer Sheva) 63357-03-18 Estado de Israel – F.M.D. V. Assaf Masoud Suissa - parte 54

15 de Fevereiro de 2021
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Após o interrogatório ser concluído, após o Investigador Benita notar arranhões no corpo do Réu 2, ele disse que, em sua opinião, não contou toda a verdade durante o interrogatório e os deixou sob supervisão do Investigador Malichi, que lhe disse que ele tinha uma "guilhotina acima do pescoço"; O réu 2 disse ao interrogador Malichi que queria contar "toda a verdade", que era testemunha do assassinato e queria ser protegido, assim como sua família, caso dissesse a verdade.  Portanto, o comandante da Unidade Central de Inteligência foi chamado para falar com ele e, após discussões entre eles, o réu 2 disse que o réu 1 havia assassinado o falecido, ao mesmo tempo em que se vinculou aos eventos.  Somente após essa conversa, que foi totalmente gravada, o Réu 2 foi interrogado sob um aviso sob suspeita de assassinato, onde expandiu sua versão e acrescentou muitos detalhes sobre seu envolvimento no incidente.

As diversas declarações do réu 2 sobre as diversas etapas do incidente serão detalhadas abaixo.  Deve-se notar neste ponto que, de modo semelhante à forma como o Réu 1 agiu em suas declarações, o Réu 2 tentou em todas as suas declarações glorificar o papel do Réu 1 no incidente e se apresentar como alguém envolvido no incidente contra sua vontade e por medo do Réu 1, mesmo que, no final, ele tenha se envolvido como cúmplice total no assassinato do falecido.

Sobre o planejamento e os eventos que antecederam o evento

Durante o interrogatório do Réu 2 pelo Comandante da Unidade de Inteligência em 28 de fevereiro de 2018, às 20h40 (CD P/11A, transcrição P/11; Deve-se notar que algumas das citações que serão citadas abaixo não aparecem na transcrição, mas estão claramente ouvidas no CD de documentação do interrogatório (P/11A); o réu 2 disse que "a pessoa com quem fiz isso queria matar a pessoa porque tomou as drogas...  Ele precisava de mim para que eu fosse o intermediário entre a compra e a pessoa, para que ele não mostrasse um suspeito que ele o derrubasse" (como mencionado, neste estágio o Réu 2 não nomeou explicitamente o Réu 1).  Quando perguntado como ele fazia, ele respondeu: "Ele me disse para dar uma volta com ele em algum lugar...  Em áreas assim, não lembro para onde ele levou...  Ele me mandou ir com ele para o lado, eu vou atrás dele por trás...  Vamos dar um golpe na cabeça dele e iremos" (p/11, p. 3, p. 37 a p. 4, s. 18).

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