Um artigo na revista Ehad Ha'am (a revista da Associação de Empresas Públicas), junho de 2014, do repórter Nissan Kovalski, sob o título "Antitruste, fardo ou escudo?".
O artigo apresenta um painel de mesa redonda com a participação de uma seleção de advogados líderes no campo antitruste em Israel, discutindo as tendências de aumento da regulamentação e legislação no mercado de capitais e na economia israelense nos últimos anos. Os participantes discutem o delicado equilíbrio entre a necessidade de promover a concorrência e o medo da intervenção excessiva do governo e de danos aos princípios de uma economia livre. Como parte da discussão, são feitas críticas a legislações setoriais específicas (como a Lei de Alimentos e a Lei dos Livros), que aumentam o poder da Autoridade Antitruste e a transformam em uma ferramenta para o planejamento central da economia, em vez de uma autoridade profissional com uma função definida.
O artigo enfoca, entre outras coisas, o posicionamento da advogada Ronit Amir-Yaniv (na época sócia do escritório de advocacia Yigal Arnon e hoje sócia sênior do escritório de advocacia internacional Afik & Co.), que expressa profunda preocupação com a "excesso de legislação" e a multiplicidade de pareceres por parte da Autoridade, que são percebidos por ela e por seus clientes como legislação vinculante para todos os efeitos. A advogada Amir-Yaniv aponta um desequilíbrio que prejudica os direitos de propriedade e a liberdade de ocupação, e critica especificamente os rígidos pareceres referentes à devida diligência entre concorrentes e quanto à definição de preço excessivo de um monopólio, que ela afirma estarem desconectados da vida comercial e sobrecarregarem as corporações. Além disso, ela alerta contra a alteração na lei referente a sanções financeiras, que concede à Autoridade amplos poderes investigativos, legislativos e judiciais, e observa que a abordagem prestativa que era costumeira na Autoridade no passado quase desapareceu.
