Veja também no mesmo contexto Recurso Criminal 4506/15 Nesse caso Bar Mencionado acima.
- No nosso caso, a questão que precisa ser esclarecida é se o presente foi dado apenas com base nas relações de amizade ou como suborno para promover os interesses econômicos do réu 2 (na primeira acusação) e do réu 3 (na segunda acusação), quando mesmo um propósito "misto" (filiação junto com interesse econômico) também será considerado um propósito impróprio com significado incriminador.
Sobre Ben-Eliezer, suas funções e sua condição médica no momento em que os fundos foram transferidos para ele pelos dois réus
- Ben-Eliezer, nascido em 1936, iniciou sua carreira pública nas FDI, onde ascendeu ao posto de general de brigada e ocupou seu último cargo como Coordenador das Atividades Governamentais nos Territórios. A partir da década de 1980, atuou como membro do Knesset e chegou a ocupar diversos cargos ministeriais em diversos governos israelenses, incluindo Ministro de Infraestruturas e Energia (4.5.06 – 13.3.09) e Ministro da Detenção até o final dos procedimentos (31.3.09 – 19.1.11). Não houve dúvida, como foi dito, que em cada uma de suas posições Ben-Eliezer era um servidor público. Não há disputa de que o Ministério das Infraestruturas (também referido por algumas testemunhas como "Ministério da Energia") é responsável pelo setor energético no Estado de Israel, de modo que os dois termos que usarei na decisão neste contexto ("o Ministério das Infraestruturas" e "o Ministério da Energia") refletem a mesma unidade governamental.
Não há dúvida de que, nos últimos anos, antes de sua morte em 28 de agosto de 2016, Ben-Eliezer sofria de problemas de saúde e precisava de medicação.
Em 1º de março de 2011, Ben-Eliezer foi hospitalizado e, segundo todos os depoimentos, sofreu o colapso de alguns sistemas do corpo, sua condição de saúde foi definida como "à beira da morte" e, durante parte do período de internação, ficou em coma. Em 8 de abril de 2011, após sua saúde melhorar, ele recebeu alta do hospital.