O método de defesa, a primeira transferência do dinheiro foi feita da conta do réu, mas esse não é seu dinheiro, e sim um empréstimo que Yehezkel fez a Ben-Eliezer. Foi alegado que, perto da data da transferência dos fundos, Yehezkel (residente dos Estados Unidos), que frequentemente usava o réu para transferir fundos legítimos para entidades israelenses, pediu para transferir os fundos para Ben-Eliezer por meio da conta do réu, e o réu agiu de acordo.
(c) A atividade da B&E, o escopo da assistência prestada pela Ben-Eliezer, a importância da assistência para as atividades da empresa e a importância da assistência para o réu
Não há disputa de que, em determinado momento, Ben-Eliezer auxiliou a B&E na obtenção de vistos de entrada para o Egito, e não há dúvida de que, alguns anos depois, o réu transferiu para a conta de Ben-Eliezer a quantia do dinheiro que foi objeto da segunda transferência – NIS 500.000.
A disputa nesse campo focará no alcance da assistência que Ben-Eliezer prestou à B&E, sua importância para sua atividade e força econômica, e a importância dessa assistência para o réu.
De acordo com o método de acusação, assistência de Ben-Eliezer na obtenção dos vistos foi em escala considerável (segundo a acusação, desde a data em que foi dada em 2007, e continuamente – "sempre que necessário") e essa assistência beneficiou significativamente a B&E e, de fato, a salvou do colapso. Considerando que o réu detinha 25% das ações da empresa, e seu irmão também detinha uma participação (e até era empregado pela empresa), argumentou-se que a assistência que Ben-Eliezer prestou à empresa deveria ser considerada assistência concedida ao réu, com tudo o que isso implica.
O método de defesa, as ações tomadas por Ben-Eliezer foram ações marginais em relação a uma empresa em que o interesse do réu era negligenciável e, de qualquer forma, essas ações, realizadas anos antes da segunda transferência, não constituíram um motivo, nem mesmo marginal, para a transferência dos fundos.