A acusação alega que, no âmbito da relação de "dar e receber" que ocorreu entre Ben-Eliezer e o réu, o réu pediu que Ben-Eliezer testemunhasse em seu favor no recurso fiscal e que sustentasse sua alegação de que seu centro de vida não era em Israel, na expectativa de que o status público de Ben-Eliezer tivesse impacto na aceitação de sua alegação. Foi argumentado que a importância de aceitar o recurso do réu era a economia de pagar impostos em grande escala.
Em 24 de outubro de 2013, Ben-Eliezer assinou uma declaração juramentada na qual testemunhava que conhecia o réu no exercício de seu cargo como Ministro das Infraestruturas, que mantinha relações amistosas com ele e que, pelo melhor que conhecia com o réu, o centro da vida deste não estava em Israel. A declaração foi apresentada ao tribunal em nome do réu e, em 20 de janeiro de 2014, Ben-Eliezer chegou a testemunhar em tribunal sobre o conteúdo de sua declaração. Foi alegado que, tanto na declaração quanto no depoimento, Ben-Eliezer aproveitou todo o peso de seu status público para apoiar a alegação do réu sobre sua residência. Foi ainda argumentado que, para fortalecer o principal argumento do réu no recurso fiscal, Ben-Eliezer declarou que conhecia o réu em Moscou, mesmo tendo sido reconhecido em Israel. Em seu depoimento no tribunal, Ben-Eliezer chegou a ser questionado se, além da assistência prestada pelo réu em manter contatos e reuniões com empresas do setor de petróleo e gás, ele recebeu assistência adicional dele, e ele respondeu negativamente, apesar de, até então, ter recebido NIS 1.490.000 dele. Em 8 de janeiro de 2015, o Tribunal Distrital de Beer Sheva rejeitou o recurso fiscal do réu e decidiu que, de acordo com as disposições do Portaria do Imposto de Renda, ele é residente israelense.
De acordo com a acusação, o dinheiro do suborno pago a Ben-Eliezer "criou a dependência de Ben-Eliezer do réu", o que se refletiu nas ações que Ben-Eliezer realizou em nome do réu (também no âmbito do recurso fiscal).