Ben-Zaken, nascido em 1967, era conhecido pelo réu como adolescente, devido ao fato de que a mãe de Ben-Zaken trabalhava para a seguradora, parte da qual ele comprou de Ephraim Gur. Quando o negócio de energia do réu cresceu em grande escala, ele deixou a agência de seguros, e Ben-Zaken, junto com sua mãe, tornou-se o gerente da agência. Ao mesmo tempo, Ben-Zaken também foi empregado como assistente parlamentar de Ephraim Gur. A relação amistosa com Ben-Zaken levou o réu a várias parcerias com ele, principalmente no setor imobiliário (parcerias iniciadas por Ben-Zaken), onde, a partir do início dos anos 2000, os dois adquiriram um grande número de propriedades em todo o país. Em determinado momento, e com apoio jurídico, os dois decidiram operar dentro do marco legal de uma empresa pública, e assim foi criada uma empresa Manofim dedicada a lidar com imóveis comerciais. Em seu depoimento, o réu descreveu que investiu cerca de 60 milhões de dólares na empresa, paralelamente à sua contínua atividade comercial no exterior, e em atividades voluntárias públicas que promoveu e financiou (como a associação "Management" que distribuía bolsas de estudo para estudantes, enquanto como condição para receber as bolsas, esses estudantes ajudavam a distribuir refeições quentes para idosos em Ashdod ou ajudavam adolescentes em Ashdod que tinham dificuldades nos estudos.
Sobre o conhecimento entre o réu e Ben-Eliezer
- O réu conhecia Ben-Eliezer, mas não pessoalmente, devido aos deveres públicos de Ben-Eliezer e sua participação, junto com outras figuras públicas, em eventos realizados pela associação "Management".
Em 2008, foi criado o contato pessoal, com a mediação de Ben-Zaken, quando Ben-Eliezer, que na época atuava como Ministro das Infraestruturas Nacionais (e responsável pelo mercado de energia em Israel), convocou o réu para seu gabinete. Na mesma reunião, Ben-Eliezer contou ao réu sobre a necessidade do Estado de Israel de encontrar fontes de gás, o medo de depender das reservas de gás do Egito, os diversos esforços que fez nesse sentido como parte de sua posição oficial e seu desejo de ajudá-lo a organizar uma reunião com o presidente do conselho de administração da Gazprom, que era descrita como a maior empresa de gás do mundo e operava nos países da CEI. Outro pedido semelhante feito por Ben-Eliezer dizia respeito à organização de uma reunião, pelos mesmos motivos, com funcionários da companhia de gás Soker, que operava no Azerbaijão.