O réu, que conhecia os altos funcionários da Gazprom, concordou com o pedido de Ben-Eliezer e organizou uma reunião nos escritórios da Gazprom em Moscou entre Ben-Eliezer e vários elementos da empresa, e mais tarde até organizou uma reunião entre Ben-Eliezer e outras partes para representantes da Suker (doravante: A reunião com a Gazprom; Reunião com uma empresa revisora).
Em 23 de junho de 2008, ocorreu uma reunião com a Gazprom, quando Ben-Eliezer chegou a Moscou com uma delegação oficial do Estado de Israel, que incluía representantes do Ministério das Infraestruturas (Sharon Kedmi, Moshe Kimhi e Assaf Azoulay) e representantes do Ministério das Relações Exteriores (Anna Ezri e Michael Brodetsky). Em nome da Gazprom, o presidente do Conselho de Administração, Alex Miller, e outros executivos seniores estavam presentes. Não há disputa, e isso é evidente pelo depoimento do réu e também pelo depoimento de Sharon Kedmi, que atuou como chefe da equipe profissional no Ministério das Infraestruturas e, posteriormente, como Diretora-Geral do Ministério da Detenção até o fim dos procedimentos (doravante: Frente), que o réu encontrou a delegação perto dos escritórios da Gazprom, subiu com ela até o escritório do presidente do conselho de administração, mas não entrou na reunião.
Em contraste com a reunião com Gazprom, o réu participou de uma reunião com Soker e, em seu depoimento, explicou que, dada a ampla experiência acumulada até então e o fato de Soker ser menos "formal", ele poderia ter ajudado a promover a reunião e os interesses do Estado de Israel.
O réu descreveu em seu depoimento que, durante a estadia de Ben-Eliezer em Moscou e Azerbaijão, com o objetivo de realizar reuniões com Gazprom e Suker, os dois se encontraram e começaram a se conhecer melhor (Prov. p. 1172, s. 31; Prov. p. 176, p. 9). Em uma data próxima, em uma das ocasiões em que chegou a Israel, o réu se encontrou com Ben-Eliezer e, segundo ele, o relacionamento começou a assumir um nível definido de amizade.