O motorista do guincho, Abdallah al-Khatib, também primo do acusado, testemunhou em tribunal em favor do acusador, e ficou evidente que ele estava relutante em testemunhar. A testemunha chegou a confirmar, em resposta às perguntas dos advogados de defesa, que tinha medo de comparecer e testemunhar, mesmo tendo dito não ter sofrido ameaça de nenhuma das partes. De qualquer forma, com o consentimento das partes, a declaração da testemunha foi submetida à polícia, P/146C, da qual podem ser derivados os detalhes relevantes. No depoimento, Abdullah descreveu suas ações naquele dia, já que saiu para o trabalho às 7h30. Segundo o depoimento, por volta das 14h-15h, o réu ligou para ele e o convidou para um jantar em Jaffa. A testemunha respondeu que estava preso com o guincho na Rota 6, e o réu disse que conversaria com ele quando terminasse e que viria a Jaffa para uma refeição. Abdullah chegou a Jaffa por volta das 18h15 e o réu disse para ele ir até Abu Kabir e conversar com ele, e durante a conversa o direcionou para um grande estacionamento próximo ao Instituto de Medicina Forense. A testemunha estacionou o guincho no estacionamento, e então um cara desconhecido veio e pediu que ele rebocasse um carro até Tira, e depois que um preço foi acordado, o Mitsubishi foi carregado no guincho. Nesse momento, o réu chegou ao local em um carro Mazda, e a testemunha informou que iria dirigir até Tira. O réu viu a testemunha embarcando no veículo e saiu, e pouco tempo depois a prisão foi feita.
Já em seu primeiro interrogatório com a polícia, o réu foi solicitado a explicar seu comportamento no dia da prisão, sobre ter tirado o Mitsubishi do estacionamento e colocado no trailer, e negou qualquer envolvimento nos atos. O réu alegou que não se lembrava de onde foi preso e que havia chegado lá por acaso. Ele também afirmou não se lembrar exatamente quando se encontrou com seus primos Abed e Oddai, para onde viajaram juntos e por que vieram para a região de Tel Aviv. Ele afirmou que não se lembrava se eles estavam no estacionamento, se alguém saiu do Mazda, se pediram um guincho, se participaram do reboque de algum veículo e se trocaram as placas. Sobre as placas apreendidas no Mazda, ele afirmou que a busca foi feita fora de sua linha de visão e que os policiais plantaram as placas encontradas. Ele confirmou que a chave de fenda apreendida no Mazda pertencia a ele, mas afirmou que não estava relacionada a nenhuma troca de placas [P/149 págs. 3-15]. Quando foi acusado de ter vindo à região para carregar o Mitsubishi, alegou que não tinha nada a ver com o veículo, que não viu o guincho, que não combinou de comer com ninguém e não pediu para rebocar o Mitsubishi [ibid., pp. 20-24].