| No Supremo Tribunal |
| Autoridade de Recurso Civil 10720/07 |
| Antes: | O Honorável Juiz Y. Danziger |
| O Requerente: | Victor Yona |
| Contra |
| Inquiridos: | 1. Empresa de Obras de Construção S.A.D.R. Ltd. |
| 2. Joseph Sassi | |
| 3. Equipa Desportiva de Jerusalém – Football Ltd. | |
| 4. A Associação de Jerusalém – Fundadora da S.A.D.R. |
| Pedido de autorização para recorrer da decisão do Tribunal Distrital de Jerusalém de 9 de julho de 2008, noâmbito da Moção de Abertura 5145/06 apresentada pelo Honorável Juiz M. Drori |
Em nome do requerente: Adv. Z. Shilo
| Decisão
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- Tenho perante mim um pedido de autorização para recorrer contra a decisão do Tribunal Distrital de Jerusalém (o Honorável Juiz M. Drori), que foi lido na sala de audiências a 28 de junho de 2007 e apresentado por escrito a 9 de julho de 2007, no qual foi aprovado um voto arbitral proferido pelo Presidente (reformado) Juiz V. Ziller e a reivindicação do requerente para aprovar uma decisão arbitral proferida pelo juiz reformado Y. Bezalel foi rejeitada.
O Contexto Factual
- O tema da disputa entre as partes é a propriedade e gestão da equipa de futebol Hapoel Jerusalém (doravante: O Grupo ou Equipa de Futebol), bem como reclamações financeiras decorrentes desta disputa.
- Recorrido 1, S.A.D.R. Building Works Company Ltd., uma empresa detida pelo Recorrido n.º 2, Sr. Yosef Sassi (doravante: Sr. Sassi), adquiriu todos os direitos de propriedade e gestão do grupo ao então liquidatário do grupo em 1995. Os Recorridos 3 e 4 são empresas parcialmente detidas pelo Recorrido 2 e também estão envolvidos na operação e gestão da equipa de futebol (doravante designados como os Recorridos em conjunto): Grupo Sassi).
- A 7 de novembro de 1996, foi assinado um contrato entre o primeiro recorrido e o requerente, Sr. Victor Yona (doravante: Sr. Yona ou O Requerente), um acordo de gestão pelo qual o Sr. Yona recebeu a gestão diária da equipa de futebol (doravante: Acordo de Gestão). Entre outras coisas, o Sr. Yona comprometeu-se, ao abrigo do acordo de gestão, a pagar integralmente as dívidas passadas do grupo. O Sr. Yona também comprometeu-se, de acordo com o acordo de gestão, a obrigar a equipa a terminar a época 1997/98 com um saldo orçamental. Sujeito ao cumprimento desta condição pelo Sr. Yona, o réu 1 comprometeu-se a transferir-lhe 50% do capital social do réu 1 no final do ano relevante.
- Nos anos seguintes ao acordo de gestão, surgiram disputas entre as partes e, a 28 de março de 2003, foi assinado um acordo entre o Sr. Sassi, o Sr. Yona e o grupo (doravante: O Acordo de Arbitragem), em que as partes concordaram em transferir tanto as disputas financeiras entre si como as disputas relativas aos direitos na classe para decisão de um árbitro.
- Juiz Reformado Y. Bezalel (doravante: Árbitro Bezalel) foi nomeado árbitro de acordo com o acordo de arbitragem. A 22 de junho de 2003, o Árbitro Bezalel emitiu uma decisão conhecida como a "Decisão do Árbitro", na qual decidiu que o Sr. Yona conseguiu alcançar o equilíbrio orçamental conforme definido no acordo de gestão, e que, de acordo com as disposições deste acordo, tinha direito a contraprestação através da obtenção de 50% das ações do Requerido 1. Posteriormente, o árbitro decidiu que a propriedade da equipa de futebol estava nas mãos exclusiva do Sr. Yona.
- Na sequência da decisão do árbitro Bezalel, os recorridos recorreram ao Tribunal Distrital de Jerusalém para ordenar o cancelamento da sentença do árbitro, enquanto o requerente apresentou um pedido para aprovar a decisão do árbitro. Numa decisão de 10 de novembro de 2003, o Honorável Justice B. Okun (como era então chamado) rejeitou tanto o pedido para anular a sentença do árbitro como o pedido para certificar a sentença do árbitro. A razão pela qual o juiz Okun chegou a esta dupla conclusão foi após uma análise da decisão do árbitro em Bezalel e a conclusão de que esta é uma "decisão provisória" e não uma "sentença arbitral", devido ao facto de o árbitro não ter decidido todas as disputas que lhe eram apresentadas.
- Contra a decisão do juiz Okun, o Grupo Sassi apresentou um pedido de autorização para recorrer ao Supremo Tribunal. No entanto, durante uma audiência perante o Juiz Okun, as partes concordaram em transferir as suas disputas para arbitragem perante o Honorável Presidente (doravante: Árbitro Ziller). Entre outras coisas, as partes autorizaram o Árbitro Ziller "a decidir sobrePedido de Autorização para Recorrer que foi submetida ao Supremo Tribunal."
- No âmbito da primeira audiência de arbitragem perante o árbitro Ziller, as partes concordaram do seguinte modo:
"Se o resultado final dopedido de autorização para recorrer for a audiência de um recurso e a aceitação deste recurso, a decisão do Honorável Ministro B. Okun, e as partes agirão como acharem melhor, na medida em que isso resulte do cancelamento da decisão.