(-) A Pasta – O tribunal observou em sua decisão que "há de fato uma semelhança surpreendente entre a pasta que me foi apresentada e o rosto do réu, que observei repetidamente durante a audiência, numa tentativa de encontrar pontos de diferença. Fiquei especialmente impressionado com a semelhança no corte da boca e dos lábios e com a estrutura do rosto na parte inferior."
(-) Identificação do Recorrido – O tribunal observou que a menina reconheceu o Recorrido duas vezes e respondeu histérica. Deve-se notar que o tribunal enfatizou que isso não é identificação conforme as regras da lei.
(-) Os objetos apreendidos na casa do réu, em seu quarto – dois chapéus de testa, três pares de óculos escuros e dois pares de luvas. O tribunal ainda observou que a menina apontou na identificação dos óculos escuros do réu como óculos semelhantes aos do agressor.
(-) O argumento do álibi – o tribunal observou que esse álibi parece ser inútil para o réu, já que não há disputa de que ele saiu da casa do campista às 19h30 em seu carro (e não de ônibus), e que o tempo de viagem até sua casa leva cerca de 13 minutos e meio. No entanto, o tribunal observou que o cálculo era problemático, já que se tratava de um evento ocorrido muitas semanas antes, e não é surpreendente que o réu afirme que nem sequer se lembra do que fez naquele dia.
(-) A recusa da Recorrida em realizar uma linha de reconhecimento por voz – especialmente considerando a referência da menor em sua mensagem à voz especial do estuprador, e segundo sua declaração de que o estuprador falou com ela durante todo o incidente.
(-) Falta de cooperação – imediatamente após o início do interrogatório, o réu recusou-se a responder às perguntas dos interrogadores, esclarecendo que não queria responder, que não se lembrava e que queria interromper o interrogatório. Além disso, suas palavras ao informante indicam que ele está travando uma guerra psicológica contra os interrogadores.
(-) Pelos nas orelhas - A garota enfatizou durante a preparação do kit que o estuprador era peludo, inclusive nas orelhas. O tribunal observou que o advogado do réu enfatizou em seus argumentos perante ele que não havia nenhum pelo nas orelhas do réu, mas que o próprio réu, em uma conversa com o informante, disse: "De que posso eu ter pelos salientes? Muita gente tem isso nos ouvidos. Mas quando conecta, conecta... Entendeu?" Em resumo de sua decisão, o tribunal reitera "o sinal quase único de pelos nas orelhas dos quais o réu confessou, e que por algum motivo chamou a atenção da garota", assim como sua "recusa, por meio de seu advogado durante o interrogatório, em realizar uma linha de reconhecimento de voz e ser fotografado."