Jurisprudência

Recurso Civil 4584/10 Estado de Israel vs. Regev - parte 80

4 de Dezembro de 2012
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Em sua declaração de 18 de julho de 1999, o réu afirmou que não se lembrava onde estava no dia do incidente e que "isso pode ser visto no diário".  Voltaremos a esse ponto mencionando o diário mais adiante.  Em outra declaração datada de 19 de julho de 1999, o réu reiterou que não se lembrava exatamente do que aconteceu naquela data, mas que havia duas possibilidades – ou ele estava hospedado em Perach ou foi a uma certa loja onde trabalhava na época.  No mesmo dia, os investigadores da polícia se encontraram com a mãe do aprendiz, que afirmou que o réu geralmente chega a partir das 17h por cerca de três horas, ou seja, até cerca das 20h.

Por volta de 20 de julho de 1999, a polícia recebeu uma saída de ligação do telefone no apartamento do réu, onde ele morava com a mãe durante o período relevante.  A saída mostrou que, às 17h23, uma ligação havia saído da casa para a casa do campista.

Em 21 de julho de 1999, a polícia recebeu o relatório de atividade do réu em Perach, que o próprio réu preencheu.  O relatório observou que, no dia do estupro, o réu estava na casa do campista entre 15h30 e 19h30.  No mesmo dia, os investigadores da polícia realizaram um test drive, que revelou que a viagem da casa do campista até a casa do réu – no quintal da qual, como foi dito, o estupro ocorreu – leva cerca de 15 minutos.

Em 19 de agosto de 1999, em sua resposta à acusação, o réu alegou que, no dia do estupro, ele ficou com o trailer até as 19h30.  No entanto, em 31 de agosto de 1999, no âmbito do recurso apresentado à Suprema Corte, o réu alegou que permaneceu com o trailer até as 21h15.  Ele repetiu essa versão em seu interrogatório em 16 de setembro de 1999, quando afirmou que, no dia do estupro, estava na casa do campista entre 17h40 e 21h30, e depois foi pagar aluguel ao dono da pensão onde seu pai morava na época (doravante: o dono da pensão).  O réu explicou que, ao preencher o formulário de relatório de Perach, não se lembrava dos horários exatos e, portanto, registrou horários diferentes (15:30-19:30).  Em 8 de setembro de 1999, o advogado de defesa enviou à polícia uma saída de ligação do celular do réu, que mostra que, às 20h22, uma ligação havia saído de lá para o proprietário da pensão.  Em 30 de setembro de 1999, foram recebidos os resultados da localização, que mostraram que a ligação às 20h22 foi feita de um setor que cobre o endereço da casa do campista, e não o quintal do prédio onde o estupro ocorreu.  Vale ressaltar que o estupro ocorreu já às 20h.

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