Jurisprudência

Caso de Crimes Graves (Beer Sheva) 63357-03-18 Estado de Israel – F.M.D. V. Assaf Masoud Suissa - parte 133

15 de Fevereiro de 2021
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Segundo, esta é uma versão suprimida, que surgiu pela primeira vez no depoimento do réu 1 no tribunal.  Admitidamente, conforme referido pelo advogado do réu 1, na primeira sessão de detenção de 1º de março de 2018 (P/2), o advogado Zaitsev, que o representava na época, perguntou sobre o policial que saiu com o réu 1 para um cigarro (e foi informado que era um policial chamado Adi); Mas suas perguntas focaram na questão de saber se ele havia falado com o Réu 1 sobre o interrogatório e se o havia alertado durante a conversa, e ela não levantou nenhuma alegação de que, nessa conversa, o Réu 1 recebeu detalhes do interrogatório do Réu 2, que o Réu 1 foi pedido a dizer certas coisas para incriminar o Réu 2 e mentiu como resultado, ou que ele confessou por causa do que lhe foi dito, como o Réu 1 alegou ter contado antes da audiência.

Além disso, nesse contexto, é apropriado referir-se ao interrogatório realizado para o Réu 1 após seu retorno da reconstrução, ao final do qual, quando perguntado se tinha algo a acrescentar, o Réu 1 disse ao interrogador Lazmi o seguinte:

"É tudo graças a aha...  Detetive Adi...  S...  Sentei para fumar um cigarro...  Ele me disse: escuta, eu não te conheço, não sei quem você é, não sei se você conhecia, também não me importo.  Você não precisa me dizer, mas do jeito que ele veio e disse que se eu fizesse algo, mesmo que fosse bom, mesmo que fosse a coisa mais feia que já ouvimos...  E acho que não teria tido coragem sem ele...  Falando...".

(P/7E, p. 1, algumas palavras não foram transcritas, mas são bem ouvidas em P/7F).

Dessas palavras fica claro que, logo após sua confissão, o Réu 1 agradeceu ao Detetive Hamami, que não quis falar com ele sobre o incidente, apenas lhe deu coragem para confessar; e que naquela ocasião ele não mencionou nada semelhante à sua versão atual sobre o fato de que o Detetive Hamami lhe deu detalhes da versão do Réu 2.

E terceiro, no depoimento do réu 1 sobre a conversa com Hamami, como em todo o seu depoimento diante de nós, manipulação e falta de credibilidade ficaram evidentes.  Como será detalhado abaixo, o Réu 1 se contorceu e distorceu em seu contra-interrogatório e achou difícil explicar por que, se ele agiu sob influência das palavras do Detetive Hamami sobre o conteúdo do depoimento do Réu 2, e se achava que tinha chance de ser libertado, ele deu uma versão que o incriminava, e por que supostamente deu detalhes falsos que poderiam agravar seu envolvimento no incidente, como ele afirma hoje (por exemplo, que ele espancou o falecido tão forte que o Réu 2 foi forçado a separá-los).  que batiam no falecido com pedras, que o falecido gritou durante as agressões, etc.).

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