Evidências conclusivas disso podem ser encontradas na ligação telefônica que saiu do assinante 685 no domingo, 28 de agosto de 2022, às 13:15, para o assinante 03-5599995 [P/73 - de um sinistro menor, assinante 685]. Essa conversa é conduzida no sul de Tel Aviv, de uma forma que corresponde à rota de viagem do réu naquele dia, de Rishon LeZion até Abu Khalifa em Tel Aviv e, posteriormente, para Haifa. Mas isso não é o principal, e sim o fato de que, às 13h13, apenas dois minutos antes daquela ligação do assinante 685, o assinante 401, o principal assinante do réu que está sempre em sua posse, recebeu uma mensagem no WhatsApp de seu amigo WhatsApp (assinante 063) com uma captura de tela dos contatos de duas empresas envolvidas na venda de ímãs, e o número de telefone que aparece na fotografia ao lado dos dados de uma dessas empresas é 03-5599995 [P/187 - na parte que trata da assinatura do 401 - seção 3(j) e da matéria-prima - Apêndice M.K. 28].
Como se pode lembrar, o próprio réu testemunhou que, na época, estava interessado em comprar ímãs para o negócio que possuía, mas afirmou que só o fez no dia de sua prisão, 29 de agosto de 2022. Na prática, como pode ser visto, em 28 de agosto de 2022, às 13h13, o réu recebeu da Wasfi os detalhes de uma empresa envolvida na comercialização de ímãs, e dois minutos depois ele ligou para a mesma empresa a partir de um assinante 685. A única explicação plausível é que o assinante 685 também estava sob ele na época, junto com o assinante 401, já que as informações relacionadas ao número de telefone chegavam diretamente a ele, e a pessoa interessada naquela chamada era ele e somente ele. A proximidade dos horários, um intervalo de apenas dois minutos, também leva à mesma conclusão, e não há outra explicação que de alguma forma ligue Summer à realização daquela ligação. Essa máscara circunstancial de evidência, portanto, conecta diretamente o réu à posse da assinatura 685 nas horas da tarde de domingo, 28 de agosto de 2022, enquanto ele estava em Tel Aviv, muitas horas antes de sua chegada a Haifa e da suposta reunião com Samer. A partir de agora, além da prova de que não houve reunião de transferência na quinta-feira e não houve reunião de retorno no domingo, e além da prova de que o réu, ele mesmo e mais ninguém, detinha a assinatura 685 no dia do assassinato, há também provas corroborativas que comprovam a posse da assinatura pelo réu durante todo o fim de semana, contrariando a alegação do réu de que o telefone estava em posse de Samer na época.