Em relação a essa declaração da testemunha, também pode ser feita referência ao P/53; Relatório do Escritório do Procurador-Geral sobre o interrogatório de S. O interrogador Huli participou desse interrogatório junto com outros. Como o interrogador observou no P/53, estávamos interessados em um interrogatório longo e bem elaborado. O interrogador observou que a testemunha descreveu os eventos na noite do assassinato. Às 02:12:17, S. observou que, após o incidente, o réu ligou para ele e disse que alguém havia sido atacado ou esfaqueado, mas ele não se lembrava exatamente.
- Em outro interrogatório no dia seguinte, ou seja, em 8 de março de 2016, (P/214, p. 14) ali, foi declarado o seguinte:
"Interrogado, S.: E então ele me disse que eu falaria com você, tchau e depois que ele disse que eu falaria com você, tchau alguns minutos depois, ele mandou uma mensagem pedindo para eu falar com ele, ele mandou eu vir até mim... Eu não fui
Pesquisador, D. Doença: Repetimos as mesmas coisas várias vezes.
Interrogado, S.: Porque essa é a verdade, irmão.
Pesquisador, D. Doença: Que eu pedi, um segundo, um segundo, ontem você me disse outras coisas, hoje você está me dizendo outras coisas
Interrogado, S.: Que coisas?
Pesquisador, D. Doença: Quer que eu te lembre do que me contou?
Interrogado, S.: Sim.
Pesquisador, D. Doença: Sim?
Interrogado, S.: Sim.
Pesquisador, D. Doença: Ótimo. Mas esteja focado.
Interrogado, S.: Estou sempre focado.
Pesquisador, D. Doença: Ótimo. Você disse que recebeu uma ligação do réu, entre 11h30 e 12h da noite, não lembra o horário exato. Ok? Ele me perguntou se eu tinha ouvido falar do que aconteceu no bairro, você diz. E eu, e então você disse a ele que não só ouviu, mas também viu, viu o incidente porque estava lá, certo? Certo? Você estava lá?
Interrogado, S.: Isso mesmo, certo.