À luz do exposto, a análise da questão de se é possível permitir o protocolo de uma reivindicação derivada em nome da Associação envolve responder à questão de existir outros mecanismos de supervisão e se eles são suficientes; ou se, para garantir supervisão e controle eficazes, reivindicações derivadas também devem ser permitidas em relação à Associação. Deve-se notar que o exame nesta fase foca nos mecanismos de supervisão existentes na lei, e não é um exame concreto de sua implementação desses mecanismos na prática, neste caso ou em outros. Se os mecanismos de supervisão existirem, mas não forem usados (ou foram usados de forma insuficiente), o curso correto de ação é tomar medidas legais contra a entidade responsável pela fiscalização.
- No caso Kahani, o tribunal examinou a possibilidade de apresentar uma ação derivada contra os planos de saúde (como associações otomanas), levando também em conta duas características adicionais: a "localização" do órgão em questão no eixo público-privado; e a natureza da relação entre o corpo, seus membros e o Estado.
Parece que esses aspectos também estão ligados à questão da natureza dos mecanismos adicionais de supervisão (que não são uma reivindicação derivada) da corporação. A suposição que parece ter estado diante da Suprema Corte é que quanto mais próxima uma corporação está "localizada" da "borda pública" do eixo, e quanto mais próxima a relação entre ela e seus membros está da relação entre o cidadão e o Estado, há motivos para supor que quanto maior o grau de responsabilidade e supervisão do Estado sobre a atividade da corporação. Essa suposição é inferida da decisão no caso Kahani, De acordo com a declaração, os planos de saúde não são uma corporação privada sobre a qual pudesse haver preocupação de que, na ausência de um mecanismo de reivindicação derivativa, ela teria permanecido sem supervisão. Esse é, segundo o tribunal, um arranjo abrangente de supervisão que deriva diretamente "do fato de que os fundos de saúde são 'um órgão público no sentido pleno do termo'" (o caso Cohen, no parágrafo 25 do julgamento do juiz Y. Amit).