Foi entendido que, à luz da totalidade dos dados, é possível descartar a existência de uma situação em que o réu cometeu os crimes com base nas vozes dos comandantes, ou contra o contexto de um estado psicótico alucinatório. Também é possível descartar a existência de uma situação em que o réu cometeu os crimes com base em pensamentos falsos em relação ao falecido.
Foi ainda determinado que, embora o réu tenha tentado fazer sua primeira tentativa de suicídio cerca de duas semanas antes do assassinato, suas descrições não indicavam um estado de depressão psicótica e que se tratava de um estado depressivo em resposta à sua situação econômica e desemprego. Foi observado que não foram encontrados achados patológicos na tomografia computorizada da cabeça (pp. 17-18).
A opinião também observa que estudos realizados entre assassinos descobriram que o potencial para o assassinato de um cônjuge combina elementos da personalidade do assassino, como rigidez e inflexibilidade em sua percepção da realidade, com sentimentos contínuos de desespero, depressão, ansiedade e um sentimento de inferioridade, frequentemente acompanhados de pensamentos suicidas, incapacidade de funcionar, desapego do mundo e reclusão.
O réu estava em estado depressivo e ansioso. O diagnóstico psicológico encontrou evidências de ruminações, ou seja, pensamentos obsessivos repetitivos que caracterizam a depressão e a ansiedade. De acordo com esse diagnóstico, o réu certamente pode ter raras situações extremas de acúmulo de sofrimento, aparentemente de natureza idiossincrática e incompreensível até mesmo para si mesmo, nas quais ele parecerá perturbado, preocupado, romântico, tenso, nervoso ou até mesmo em estado de pânico. Pode-se supor que, nessas situações, na ausência da capacidade de processar mentalmente seu sofrimento, ele recorrerá a uma espécie de "liberação de estresse" comportamental, que de certas maneiras pode lhe trazer alívio momentâneo ou temporário da pressão interna. Esse padrão de enfrentamento pode servir como pano de fundo para atos impulsivos como parte da tentativa de resolver o sofrimento.