Já com esses detalhes, fica claro que os conhecidos do autor o reconhecerão como o "vilão" do livro. E se houver alguma dúvida em seus corações, tudo o que precisam fazer é ler a entrevista que o réu deu ao jornalista Vasislava, na qual ele disse exatamente isso:
"Visitei uma vez a convite de um israelense que morava lá chamado Amit Steinhardt para uma visita de negócios à cidade de Varna."
O réu, na mesma entrevista, não alegou qualquer identidade entre o autor e o vilão, nem sequer afirmou a semelhança ou inspiração que recebeu ao criar o personagem do vilão nesse contexto. A importância da entrevista está na simples menção do nome do autor. O razoável conhecimento do autor, que já foi exposto à descrição do "vilão", agora também está exposto ao fato de que o réu, o autor, tem uma conexão direta com o autor. Os vestígios da possível dúvida foram removidos.
- É assim que um resumo provisório pode ser elaborado.
Surgiu uma disputa entre as partes sobre a possibilidade de identificar o autor com o "vilão" que estrela a história. O autor afirma que pode e pode ser identificado como o mesmo "vilão" e o réu afirma que esse personagem é totalmente retirado do universo da imaginação.
A decisão nesta disputa será tomada aplicando o teste da "venda razoável". Um teste no qual os detalhes das informações e descrições do "vilão" nas várias publicações serão apresentados a alguém que conhece o autor, para ver se esse conhecido identificará o autor como o "vilão".
A aplicação desse teste mostra que a descrição do "vilão" no livro e nas diversas publicações relacionadas ao livro o apresenta como possuidor de características únicas: professor em uma academia em Sofia, especialista em pesquisa de inteligência, ocupante de uma empresa que lida com crimes computacionais, investidor em um negócio imobiliário na Bulgária, e também alguém que sofre de sobrepeso, passou por cirurgia para encurtar o estômago e até sofre de diabetes. Essas, com rigorosa precisão, são as características do autor. De fato, cada indivíduo não é único em si mesmo, mas a combinação de detalhes também é única. A "conhecida razoável" do autor facilmente o identificará como o mesmo personagem do livro, "O Vilão", um personagem que, segundo ele, é um "personagem não ficcional".