O processo baseia-se, entre outras coisas, no depoimento do contador Pini Besson, no que diz respeito a Sevilha, JCC e empresas de TIC.
O réu 1 afirma em seus resumos que esta é uma testemunha envolvida, que foi interrogada sob advertência e que seu depoimento foi dado sob o grande receio de perder a licença e que até mesmo fossem iniciados processos criminais contra ele. Diante desse contexto, o Réu 1 afirma que "especulações confusas se tornaram declarações decisivas devido ao desejo de agradar aos investigadores e à acusação, com o objetivo de evitar tais procedimentos."
Embora em seu depoimento no tribunal Pini Basson tenha identificado o réu 1 como "Chaim", ele teve dificuldade em descrevê-lo e até confirmou que sofria de problemas de visão. O réu negou veementemente que tenha se apresentado a Pini Besson como "Haim" ou como gerente das empresas JCC, ICT ou Sevilha. Ao contrário do que alega na acusação, o réu 1 não entregou a Pini Besson os registros da empresa de TIC e nem sequer o instruiu a emitir faturas de Svilla contra eles.
Quanto ao fato de que os números de telefone e fax no escritório do Réu 1 apareciam nos documentos da Empresa Sevilha, a explicação para isso é que Kobi Zoaretz e Haim Ben Nissan usaram o escritório do Réu 1 e ligaram, tanto do telefone fixo quanto do celular, e, nesse contexto, é possível entender a confusão do contador em Son.
O fato de o réu não ter mencionado Kobi Zoaretz em seus interrogatórios nos escritórios de investigação da Alfândega decorre do fato de que, enquanto esperava na sala de interrogatório, um certo interrogado se aproximou dele e lhe disse de forma ameaçadora para "esquecer o nome Kobi" e "esquecer todos os relacionamentos que Uri tinha com uma pessoa chamada Kobi", e que isso seria apenas para seu benefício.
Como surgiu a preocupação de que essas eram ameaças reais, o réu 1 evitou mencionar o nome Kobi Zoaretz. A promotoria tenta basear seu argumento sobre a ligação do Réu 1 com as empresas sevilhadas, JCC e ICT, na gravação feita pelo Réu 3, Araldo Frisi, em sua conversa com Yehoshua Shlosh.