Este é o lugar para abordar a alegação do processo de que a empresa estrangeira Contel é uma empresa de fachada, e que nenhuma evidência foi apresentada de que era uma corporação registrada. Esse argumento se refere aos registros de importação nas Cobranças 1, 2 e 9, e, portanto, essas palavras também podem se aplicar às cobranças adicionais. A versão do réu é que a empresa britânica Contel não lhe é familiar e que ele não trabalhou com ela, nem como fornecedora nem como financiadora de produtos. Ele afirmou que a conta do fornecedor da Contel lhe foi entregue por Haim Buchris, que também lhe entregou o conhecimento de embarque original, assinado com o carimbo de conversão da Contel. Buchris, por outro lado, alegou que não conhecia a conta do fornecedor Contel e que não havia feito nenhum negócio com essa empresa. Ele também observou que Contel era apenas um nome, desprovido de qualquer conteúdo real, e que não tinha procuração para agir em seu nome.
Se eu tiver que escolher a versão mais confiável, afirmo sem hesitação que a versão de Baucris reflete a realidade, e não acredito que haja fundamento na alegação de que os documentos britânicos de Contel chegaram ao réu 1, por meio de Buchris. A acusação conclui que essas são contas falsas e falsas, também decorrentes de erros nas contas do fornecedor, como a grafia do nome da rua onde a empresa supostamente está localizada. A acusação observa que, em conexão com a Cobrança 10, foi apresentada uma conta de fornecedor de outra empresa de Londres (Documento 3790 B/145), e também aparecem os endereços e números de telefone idênticos aos da conta do fornecedor da empresa britânica Contel. O processo também chama atenção para a falta de sequência numérica em documentos que parecem ser contas de fornecedores da Contel.
Com base nessas provas, determino que foi o réu 1 quem anexou falsas contas de fornecedores aos registros de importação, que se referem ao primeiro recipiente, no que diz respeito ao nome e detalhes do importador das mercadorias.