O advogado de defesa buscou dar grande peso à confissão dos réus, à assunção de responsabilidade, ao seu histórico criminal limpo e à significativa economia de tempo do tribunal diante do grande número de testemunhas. Ele também pediu que se levasse em conta o fato de que os réus estavam detidos.
Em relação à Ré 1, alegava-se que ela era uma mulher instruída que, apesar do processo legal, continuou seus estudos superiores (bacharelado, mestrado e início do doutorado) e quebrou barreiras apesar de pertencer à sociedade beduína tradicional. O advogado de defesa acrescentou que, como resultado do processo criminal, a ré 1 se divorciou e está pagando um preço social alto por suas ações na empresa à qual pertence. Ao refinar as circunstâncias pessoais do réu, o advogado de defesa considerou que a recomendação do Serviço de Liberdade Condicional deveria ser adotada, que a punição de reabilitação deveria ser escolhida e que o serviço comunitário deveria ser suficiente.
Em relação à ré 2, alegou-se que suas circunstâncias pessoais são particularmente difíceis, pois ela é mãe de uma criança com necessidades especiais. Enviá-la para a prisão atrás das grades deixará seus três filhos, especialmente os menores A e Z menores, sem mãe e sem resposta ao sofrimento deles. Foi alegado que a ré 2 atua como a mãe dominante de seus filhos menores, os acompanha nos tratamentos médicos, e não é possível imaginar a possibilidade de que eles fiquem sem ela. O advogado de defesa pediu que adotassem a recomendação do Serviço de Liberdade Condicional também no caso do réu 2, para escolher uma punição reabilitadora e se contentar com serviço comunitário.
Deve-se notar que a defesa não se referiu à jurisprudência para sustentar suas alegações.
- Como o advogado de defesa se opôs à perda dos fundos apreendidos e alegou que pertenciam a terceiros, os advogados das partes concordaram que a questão da confiscação seria discutida separadamente e após a sentença ser proferida.
- Réu 1 Ela disse que cometeu um erro, pagou por isso e entende que, com suas ações, causou injustiça às pessoas e a si mesma. Segundo ela, um novo caminho começou e se reabilitou. A ré acrescentou que sua detenção atrás das grades, embora breve, a feriu e dificulta para ela pensar na possibilidade de voltar à prisão.
- Réu 2 Ela disse que cometeu um erro, pronta para assumir responsabilidade, mas não disposta a suportar o erro dos outros. Segundo ela, ela fazia parte de um grupo de cerca de 30 pessoas e não entendia por que apenas ela e o Réu 1 foram processados.
A ré 2 acrescentou que, durante os (10) dias em que esteve detida atrás das grades e durante o período de prisão domiciliar (um mês), seus filhos não foram à escola. Dizia-se que seu filho com necessidades especiais entendia apenas ela e que ela deveria continuar acompanhando-o sob seus cuidados. A ré acrescentou que a filha precisava de muitos cuidados e começou a chorar.