O autor também argumentou que a expressão "licenciado importador paralelo" é claramente enganosa, já que o importador paralelo não está sujeito à supervisão que o fabricante concede às agências autorizadas, e mesmo o uso da palavra "licenciado", sem esclarecer que se trata apenas de uma autorização do Ministério dos Transportes e não da autora, contribui para a enganação. A testemunha do autor, Tal Maor, chegou a testemunhar que frequentemente encontrou potenciais compradores de veículos que, erroneamente, acreditam que, nas circunstâncias, o réu é de fato uma agência autorizada do autor. A declaração juramentada de Aslan em nome do autor também foi acompanhada, nesse sentido, por vários exemplos de nomes comerciais usados por outras oficinas que prestam serviços de manutenção a veículos Toyota e que não são oficinas licenciadas.
A autora ainda argumentou em apoio à sua alegação de que os testes jurisprudenciais mencionados não foram atendidos, que a própria ré às vezes usa seu próprio nome - "Rehovot Vehicle - TOYOTA Specialist", de modo que, em qualquer caso, fica claro que também acredita que é possível vender e oferecer serviços de manutenção para veículos Toyota aos seus clientes sem usar a marca comercial "Toyota Rehovot".
Também foi argumentado, e mesmo isso com relação aos testes de jurisprudência revisados acima, que o uso feito pelos réus da marca foi desproporcional, faltou de boa-fé e se desviou de todas as opiniões de forma extrema além do exigido para informar os consumidores de que o réu é um importador paralelo que também atua no reparo e manutenção de veículos Toyota.
- Os réus argumentaram, por outro lado, que está claro que os testes auxiliares relativos à proteção do "uso verdadeiro" existem neste caso, já que o uso do nome comercial do autor é essencial para informar o público sobre suas áreas de atuação - a comercialização e venda de novos veículos Toyota e Lexus, bem como a comercialização de peças originais e serviços de reparo, manutenção, leasing e aluguel desses veículos originais.
Eles também argumentaram que não havia medo real de engano, já que o nome comercial do réu é "Toyota Rehovot - Importações Paralelas" ou "Toyota Rehovot Service and Sales Center Authorized Parallel Importer". Segundo eles, a autora realmente não conseguiu encontrar uma única testemunha para sustentar sua alegação de enganar o público. Raz testemunhou que isso claramente surge das placas de publicidade, das placas no centro de serviço, da publicidade nas redes sociais, das placas e muito mais. Também foi argumentado que, às vezes, o réu até esclarece explicitamente na iniciativa que ela não pertence à rede de garagem do autor.