Jurisprudência

Processo Criminal (Tel Aviv) 40013/05 Estado de Israel vs. Uri Resch - parte 140

13 de Setembro de 2011
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Esse fato também pode ser aprendido pela conversa de Shlosh com o Réu 3, da qual parece que ele conversou com o Réu 1 sobre receber sua parte na venda dos bens, a uma taxa de 50%.

A acusação alega que o réu 1 e Yehoshua Shlosh usaram as notas, objeto da terceira acusação, como faturas de entrada, e deduziram o pagamento do recurso fiscal segundo elas como imposto de entrada, mesmo sendo notas falsas.  Assim, segundo a acusação, os réus deduziram insumos ilegalmente, sem possuir um documento sobre eles.  Nesse sentido, alegou-se que os réus emitiram as faturas  de TIC nº 30 e nº 31, que foram ilegalmente deduzidas como insumos pela Swela Trading Ltd.  Também foi alegado que essas eram faturas fictícias, já que não se relacionam a nenhuma transação real.

Não encontrei nos resumos da acusação nenhuma referência a esse assunto e, a partir da análise das   faturas de TIC nº 30 (P/247) e nº 31 (P/248), não foi encontrada conexão direta com a transação de importação, que é descrita na terceira acusação.  Na fatura nº 30, estamos lidando com computadores, enquanto no nosso caso lidamos com dispositivos de áudio, enquanto na fatura nº 31 lidamos com "produtos elétricos diferentes do estoque importado", e não está claro se esta é a mesma transação.  Nesse sentido, não posso rejeitar o argumento do advogado do réu 1 de que "estas são faturas que não pertencem à transação de forma  alguma", tanto porque não são os mesmos bens quanto pela diferença nos valores monetários.

Portanto, o réu não deve ser condenado por crimes relacionados a este caso.

Em resumo: Entendo que a acusação provou além de qualquer dúvida razoável que o réu 1 esteve envolvido na falsificação do conhecimento de embarque, carimbando, seja por ele mesmo ou por qualquer pessoa em seu nome, um selo de carga falsificado do Arab Bank, e também falsificou a conta de vendas, da qual se descobre, por assim dizer, que o fornecedor é uma empresa de Manhattan de Nova York, com os valores declarados nesta conta sendo substancialmente menores do que os valores que aparecem na conta original.  Portanto, o réu 1 deve ser condenado por dois crimes de falsificação de documento com a intenção de obter algo por meio dele em circunstâncias agravadas, conforme  o artigo  418 da Lei Penal.  As circunstâncias agravantes estão na grande sofisticação que o réu 1 demonstrou na prática do crime, no alcance da atividade criminosa e no considerável significado financeiro decorrente da prática do crime.

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