Jurisprudência

Processo Criminal (Tel Aviv) 40013/05 Estado de Israel vs. Uri Resch - parte 162

13 de Setembro de 2011
Imprimir

O conhecimento de embarque, que traz um selo falsificado do Arab Bank, foi anexado a uma nota de venda no valor de 3.288.800 francos franceses, na qual também estava gravado o selo bancário falsificado.  Os documentos foram entregues, conforme declarado, à empresa de corretor alfandegário, que elaborou uma licença de importação, e os impostos de importação foram pagos de acordo.

A promotoria alega que os bens chegaram à posse do réu 4 e da OPCI, com todos os réus dividindo o espólio.  Nem é preciso dizer que, mesmo neste caso, a contraprestação não foi paga ao fornecedor dos bens, e qualquer outra alegação a esse respeito não tem fundamento.

Para provar sua alegação, a acusação apresentou  uma fatura ICT  à Svilla (P/247) datada de 15 de novembro de 1999 por NIS 2.953.604, e a fatura Svilla nº 3 à OPCI (P/470) datada de 14 de outubro de 1999 por NIS 2.953.548.

Segundo a acusação, uma comparação dos bens detalhados na  conta de fornecedores  da Cotradis (P/39C) com as faturas da ICT e Sevilha mostra que são exatamente os mesmos bens, tanto de acordo com os números dos itens quanto pelas quantidades (204 unidades).

Parece que não há uma disputa real de que 204 laptops recebidos do  fornecedor da Cotradis por meio do talão de passagem falso chegaram aos  armazéns da OPCI.

A promotoria apresentou vários documentos, incluindo uma nota manuscrita do réu 4 (P/389), que descreve a forma como os computadores foram distribuídos entre os diversos parceiros.  Entre outras coisas, estes são os livros contábeis da OPCI  de 1999, que mostram que 204 laptops teriam sido comprados em Sevilha, enquanto as faturas  de vendas da OPCI mostram apenas 75 computadores.  A OPCI exportou 42 laptops adicionais para a empresa na Califórnia, de acordo com os documentos de exportação (P/479) e segundo um registro preparado pelo réu 4, Avi Kalmaro (P/389).

Disso, conclui que  117 computadores foram oficialmente vendidos pela OPCI e, segundo o registro feito pelo réu 4 (P/389), mais 87 computadores foram distribuídos, seja a cúmplices nos atos fraudulentos, seja para uma venda sem fatura.

Parte anterior1...161162
163...307Próxima parte