Jurisprudência

Processo Criminal (Tel Aviv) 40013/05 Estado de Israel vs. Uri Resch - parte 174

13 de Setembro de 2011
Imprimir

Como Roberto Wagman tinha uma cota anual, que precisava encomendar todo ano da Opsa, e quando ficou claro para ele que o Réu 6, Fadlon, não poderia cumprir o pedido de acordo com a cota, Wagman procurou o Réu 1 com um pedido para encontrar um ordenador alternativo para ele dentro da cota.

Após entrar em contato com várias empresas, o réu 1 concluiu que a empresa europeia Planes era a mais adequada para a transação.  Naquela época, o Réu 1 mantinha relações comerciais com uma empresa da Bélgica que pertencia ao Réu 3, Araldo Frizzi.  O réu 1 alega que Frizzi lhe disse que a empresa era operada por uma pessoa chamada Christian Roger, com quem ele deveria manter contato para administrar os negócios da Plan.

Como buscava transações para aumentar seu faturamento, de uma forma que preservasse sua linha de crédito no banco, a Plan tinha interesse econômico na própria existência de transações de grande volume, independentemente de sua lucratividade.  Diante desse contexto, o Réu 1 informou ao Réu 5 que havia localizado um cliente interessado em comprar o saldo de sua cota do zero, e assim tanto o Réu 5, que cumpriria a cota e não perderia a agência, quanto o Plan, que venceria o acordo em grande volume, se beneficiaram.  O réu 5 deu seu consentimento para que a Plans entrasse em contato diretamente com a Ofsa e fizesse um pedido em sua conta de cota, e de fato foi esse o caso, quando a Plans entrou em contato com a Ofsa para fazer um pedido na conta de cota de Wagman.  O réu 1 forneceu a Christian os dados de contato da Ofesa e, após concluir a operação de corretagem, ele deixou a história.  Após o pedido da Plane, a Plans recebeu um formulário de pedido (P/180).  Desde o momento do contato com a Plan, todos os pedidos futuros da Ofsa foram feitos como derivados da cota da Wagman, o que se refletia na encomenda anual da Piccolo-Por vinho, mas sem qualquer ligação com ele.

O plano era que a Plans comprasse os produtos da Reset e os vendesse para clientes na Europa, com o objetivo de aumentar seu faturamento.  De fato, a empresa localizou clientes e firmou acordos avançados com eles.  No entanto, segundo o réu 1, em determinado momento os clientes europeus da Plan se retiraram da transação, e a empresa foi obrigada a buscar outros clientes para comprar os bens com ela.  Como resultado, a Plan procurou o Réu 1 solicitando que ele auxiliasse a localização dos clientes e, ao mesmo tempo, o Réu 5 informou o Réu 1 que os produtos deveriam ser vendidos em Israel.

Parte anterior1...173174
175...307Próxima parte