Como declarado, o réu 1 confirma que imprimiu, com autoridade e permissão, faturas da empresa Planes por meio da empresa "Migdal", que é administrada pela Sra. Oren. O réu nega veementemente que tenha se apresentado à Sra. Oren como "Avi" da empresa Danidov, assim como nega as declarações do contador Basson, que se identificou com ele como "Haim Zaruk".
Nos resumos, a defesa se referiu à versão apresentada pelo réu 1 durante seu interrogatório na alfândega em 30 de outubro de 2000. Essa investigação começou com uma busca surpresa realizada na casa do réu 1 nas primeiras horas da manhã, após a qual ele foi levado ao escritório da alfândega, onde ficou detido até tarde da noite. Naturalmente, o réu 1 estava chateado e muito preocupado com a saúde mental e física de sua esposa, que é paciente com câncer. Desde o momento em que chegou aos escritórios de investigação até o fim da investigação, a ré ficou isolada do mundo exterior e não conhecia sua condição. Ele foi submetido a um interrogatório muito longo, intenso e exaustivo, sem ter tido oportunidade de falar com ninguém. Nesse contexto, devemos nos relacionar com o curso do interrogatório do réu, no qual os interrogadores exerceram pressão psicológica constante sobre ele e quebraram seu espírito, até que tudo o que ele queria era apaziguá-los e confirmar a interpretação que davam às suas ações. Portanto, a declaração escrita (P/321) não deve ter muito peso, e é até possível que a notificação seja desqualificada para servir como prova contra o réu, especialmente à luz da violação de seu direito constitucional de consultar um advogado, e até mesmo de ser informado desse direito.
Nesse interrogatório, o réu não forneceu a versão completa sobre Plans, pois naquela época ainda mantinha uma relação comercial ativa com a Plans, e desejava manter suas boas relações com a empresa e seus gestores. Nesse contexto, ele se absteve de fornecer qualquer detalhe sobre o povo do Plano. Nessa declaração, o réu 1 teria admitido que havia falsificado as contas de vendas da Plan. Segundo ele, no âmbito do interrogatório preliminar, os interrogadores explicaram ao réu 1 que ele não era o proprietário ou diretor da Plan, e, portanto, não era sua autoridade imprimir faturas em nome dessa empresa. Eles deixaram claro para ele que, segundo sua versão também, era uma falsificação. Devido ao seu estado mental difícil e à pressão do interrogatório, o réu 1 concordou em usar, em seu interrogatório escrito, a palavra falsificação para descrever suas ações, mas, na prática, do ponto de vista material, ele nunca admitiu que havia falsificado as contas de vendas. Além disso, em seu interrogatório, o réu ocultou o envolvimento de "Haim" (Kobi Zoaretz) e "Avi" (Ben Nissan) em relação às empresas de Savilla e Danidov.