Quanto à alegação de que os seis cheques da Piccolo Lane que foram feitos para a ordem Sevilla foram descontados por ou através do Réu 5, argumentou-se que não há a menor evidência para essa alegação. Nesse sentido, argumentou-se que o réu 5 não tinha possibilidade de sacar os cheques, pois estava no exterior no momento em que apareceu no banco e retirou o dinheiro.
O réu 5 alegou que a assinatura no cheque não era sua assinatura, e pelo depoimento do perito forense surge a possibilidade de que seja, de fato, uma assinatura que não é a do réu 5.
Quanto a outra alegação da acusação, segundo a qual quatro cheques da empresa Piccolo Line que foram feitos para a ordem de Sevilha não foram apresentados para pagamento, esta é uma tese sem base em evidências. Os extratos de contas apresentados pela acusação não cobrem todo o ano 2000 e, portanto, nenhuma base factual foi apresentada para a reivindicação, pois há a possibilidade de que o pagamento dos cheques apareça nos extratos de contas ausentes.
A defesa argumenta que não há lógica na alegação de que o réu 5 participou de atos fraudulentos, à luz da natureza e do alcance de seu negócio, e dos lucros deles obtidos. Todos os negócios do Réu 5 são reportados e supervisionados de forma contínua devido ao fato de ele ser prestador de serviços monetários, e a participação em qualquer fraude significa a revogação de sua licença e a liquidação do negócio. Mesmo que o Réu 5 pudesse ter recebido aproximadamente NIS 150.000 (NIS 150.000) após dividir o despólio entre os sócios, não havia lógica na participação do réu nos atos fraudulentos, quando ele estava colocando em risco negócios no valor de dezenas de milhões de shekels.
O réu 5 rejeita completamente a alegação da acusação de que ele se vinculou à versão de Uri Resch. Esse argumento é infundado, pois a versão do réu 5 é independente e nada tem a ver com o depoimento do réu 1, sobre a questão da relação entre ele e as empresas envolvidas.
Em seus resumos, o réu 5 referiu-se à criação de duas empresas, uma sob o nome "Piccolo Line Marketing" e outra sob o nome "Piccolo Line Trade". Segundo a acusação, as duas empresas demonstram a atividade comercial do réu 5, referente à importação de produtos da Opsa e sua comercialização em Israel a partir dos escritórios dos réus 5 e 6.