Os clientes, que estavam interessados em financiar mercadorias, custos e despesas de liberação, foram encaminhados ao réu pela Shlomo Metuk.
Com relação às Acusações 9 e 10, o Réu 1 alegou que a pessoa que entrou em contato com o fornecedor, Rasco de Hong Kong, era um empresário árabe chamado Karim Bakir, e que ele encomendou produtos de fita de rádio e DVD por meio de uma empresa que possui (Mand Electric). A defesa argumenta, nesse contexto, que a promotoria não convocou o fornecedor Rasco ou um representante em seu nome para testemunhar, e, portanto, surgiu uma presunção probatória segundo a qual o fornecedor confirma que a pessoa que faz o pedido dos produtos é, de fato, uma chaminé na parede. Até onde o réu 1 sabe, o mesmo Bekir realizou muitas transações de importação, algumas das quais ele mesmo liberou os bens e vendeu os bens na Autoridade Palestina, e em alguns casos buscou comercializar os produtos em Israel. O réu trabalhou extensivamente com Bekir e mediou entre ele e várias partes no mercado comercial, e portanto sabia como fornecer ao tribunal muitos detalhes sobre sua atividade comercial.
Foi ainda alegado que, em ambas as transações mencionadas, Bekir não conseguiu abrir crédito documentário de forma independente e exigiu que um financiador não bancário abrisse o crédito documentário para ele. Após o pedido de Bakir ao Réu 1, este último ofereceu abrir o crédito por meio da empresa Lantex de Aharon Calderon, que lidava com financiamento não bancário. Após o réu mediar entre Bekir e Calderón, ambos se tornaram seus clientes, e ele foi obrigado a proteger os interesses de ambos. Entre outras coisas, para proteger Calderón, o réu pediu a Bakir que apresentasse garantia especial para o financiamento da transação, e o papel do réu era "elaborar uma fórmula para crédito documental que servisse a ambas as partes e atendesse aos termos e limitações de ambas."
De acordo com o mecanismo de defesa projetado pelo réu 1, foi determinado que os documentos seriam registrados em nome da MRLD, e somente após Bekir transferir o pagamento para a Lantex, a MRLD transferiria os documentos para Bekiar, de forma a lhe dar controle sobre as mercadorias. No entanto, no final, decidiu-se não aproveitar esse mecanismo de proteção, e ficou acordado que a Lantex receberia uma comissão de 11%, que é uma taxa relativamente alta, já que "é um crédito muito complexo que envolve alto risco."