Nesse sentido, a acusação alegou que todas as contas falsas e falsificadas de fornecedores supostamente emitidas pela PLANAS foram preparadas pelo réu 1, com o objetivo claro de reduzir os impostos de importação exigidos.
Isso foi feito pelo réu 1 em outros casos, assim como neste caso, quando a questão também se aplica à apresentação de Schloss como uma pessoa ligada à transação de importação, o que não corresponde à realidade.
Mesmo que Mickey Aharon tivesse conhecimento sobre a entrega dos documentos falsos ao intermediário alfandegário, que cuidou da liberação das mercadorias, a acusação afirma que o interesse econômico, ao menos em grande parte, era do Réu 1, e não de Mickey Aharon.
Como mostram as evidências, Miki Aharon pagou NIS 320.404 pelos bens que são objeto da décima primeira acusação (sistemas de estéreo e fita de rádio).
O custo real da importação é de NIS 341.021, enquanto o custo de acordo com a conta do fornecedor falso (mais despesas de frete marítimo e corretagem alfandegária) é de NIS 256.890.
Portanto, segundo a acusação, segue-se: "Da diferença entre o custo real e o custo reduzido devido à fraude, no valor de NIS 84.131, Uri Resch deixou em suas mãos a maior parte do lucro, no valor de NIS 63.514. O comprador desfruta de um desconto de apenas NIS 20.617, à taxa de 6% do custo real dos bens" (p. 285 dos resumos da reivindicação).
Disso se segue que, mesmo que o comprador, Mickey Aharon, tenha obtido algum lucro ou sido cúmplice dos atos fraudulentos, fica claro que o réu 1 obteve a maior parte do lucro, ao evitar o pagamento de impostos de importação no valor de NIS 40.167.
A promotoria busca rejeitar a versão do réu 1, segundo a qual ele atuou como mediador nesta transação, que foi criada entre Shlomo Metuk e Miki Aharon. O réu 1 ainda alegou que Shlomo Metuk agiu em nome da empresa Schloss, de acordo com o acordo entre ele e Elhanan Tenenbaum.
Rejeito essa versão e, de acordo com minhas determinações anteriores, determino aqui também que a pessoa que conduziu a transação foi o réu 1, por meio do Shlomo Metok, e foi ele quem forneceu a conta falsa e forjada do fornecedor em nome da PLANAS, além de ter apresentado uma situação falsa quanto ao status da Schloss nessa transação.