O réu 3 é uma operação conjunta, considerando que o espantalho, Meir Ben Shimon, era seu grande amigo, e foi ele quem deu seu nome ao contador Harpaz. A acusação chegou a essa conclusão, considerando que o réu 3 encomendou as mercadorias, que foram liberadas por meio das empresas de palha mencionadas, e, portanto, é razoável supor que ele forneceu os dados de Ben Shimon e sua ex-esposa e sabia do registro das empresas, sem o consentimento deles.
O CPA Harpaz foi condenado, segundo sua confissão, no Tribunal de Magistrados de Tel Aviv por suas ações nesse caso e, como parte de um acordo judicial, os crimes de falsificação de assinaturas e uso de documentos falsificados foram eliminados em seu caso (Indiciamento, P/236).
Natan Harpaz testemunhou que a pessoa que lhe pediu para estabelecer as empresas mencionadas, e deu os nomes dos acionistas fictícios, foi Yehoshua Shlosh. Natan Harpaz acrescentou que Meir Ben Shimon não compareceu em seu escritório e se contentou com as palavras de Yehoshua Shlosh, pois este assinou por ele. A acusação afirma que não há contestação de que os dois chamados signatários, Meir Ben Shimon e Jan Schwartzman, não assinaram os documentos básicos das empresas, nem os outros documentos relacionados à abertura dos arquivos do IVA.
Segundo a acusação, foi possível provar o envolvimento do réu 3, com base na transcrição da conversa entre ele e Yehoshua Shlosh. Nesta transcrição, o réu 3 declara explicitamente que enviou o cartão de identidade de Ben Shimon para o réu 1. Na conversa individual do réu 3 com o investigador policial, documentada no Arquivo nº 333, Frizzi afirmou que Ben Shimon e sua ex-esposa sabiam que uma empresa seria aberta em seu nome e que voluntariamente entregaram seus documentos de identidade.
Em seu depoimento no tribunal, o Réu 3 afirmou, pela primeira vez, que havia reunido Meir Ben Shimon e o Réu 1, quando os dois conversaram sobre negócios. Esta é uma versão suprimida e falsa, e nenhuma explicação foi dada sobre por que essa versão não foi dada durante o interrogatório do Réu 3 na Alfândega ou na Polícia. O próprio Meir Ben Shimon negou qualquer conhecimento do Réu 1 e qualquer conhecimento sobre o registro das empresas JCC e ICT. De tudo o que foi dito acima, fica claro que o Réu 3 entregou ao Réu 1 a fotocópia dos cartões de identidade de Meir Ben Shimon e de sua ex-esposa, Lucien Sadeh, com o objetivo de registrar uma empresa. Os dois não sabiam do uso de seus nomes e números de identificação para esse fim. O Réu 3 não disse a verdade quando afirmou estar presente na reunião entre Meir Ben Shimon e o Réu 1, e mentiu em suas versões sobre essa questão.