A acusação foca em um pequeno número de transações entre centenas de transações paralelas tratadas pelo Réu 1 durante esse período, o que cria uma distorção da realidade.
Além disso, a acusação é baseada em várias testemunhas-chave, todas as quais são testemunhas envolvidas e têm claro interesse em tirar a responsabilidade de seus ombros e transferi-la para os ombros do réu 1.
A defesa considera que, neste caso, a promotoria está tentando transferir o ônus da prova, assim como o ônus de levar as provas, para os ombros do réu 1, sem precisar provar suas alegações, em um nível acima de qualquer dúvida razoável.
A promotoria tenta basear seus argumentos em teorias impressionantes e em um conjunto de provas, muitas das quais são inadmissíveis, mas isso não substitui a apresentação de provas admissíveis e de peso, além de cumprir o ônus da prova exigido em um processo criminal.
A dependência da promotoria nos resultados de busca na Internet não substitui provas admissíveis, enquanto há uma forma clara e coesa de apresentar provas computadorizadas.
A defesa argumenta que todo o caso se baseia em provas circunstanciais, com a acusação tendo o ônus de provar que sua tese factual é a correta, e que a tese factual da defesa não levanta dúvidas razoáveis.
Ao contrário das alegações da acusação, a defesa alegou que o réu 1 era especializado no mundo do comércio internacional e do financiamento não bancário, e que seu papel era mediar entre as várias partes, enquanto realizava ações complexas e formulava uma construção comercial e financeira criativa.
O papel do réu era fazer o elo de ligação entre o cliente e o financiador da transação. Ele deveria ter avaliado os riscos e potenciais perspectivas inerentes à realização da transação e apresentado ao financiador. Após localizar os mecanismos, e para minimizar os riscos, o papel do réu era auxiliar ambas as partes, o financiador e o cliente, na elaboração dos documentos profissionais relevantes, a fim de proteger melhor seus interesses.