Em resumo, a defesa argumenta que as declarações de Alon Granot sobre os métodos fraudulentos do réu 1, ou a prática de atos semelhantes, não passam de "um monte de lendas misturadas com uma completa falta de compreensão do guarda-chuva, temperadas com motivos de vingança e claros interesses em prejudicar Uri Resh, e com um vento favorável por parte da acusação."
Outra questão, discutida na introdução, relaciona-se à gravação da conversa entre o Réu 2, Yehoshua Shlosh, e o Réu 3, Araldo Parisi (S/124). Essa gravação não foi incluída no material do interrogatório e não foi mencionada durante o contra-interrogatório do Réu 1, nem mesmo durante o contra-interrogatório do Réu 2. Isso apesar do fato de que a gravação já estava há muito tempo nas mãos dos advogados de defesa do réu 3. Segundo a defesa, esse fato já prejudica severamente o peso atribuído a essa gravação, já que sua falha em apresentá-la na época confere uma vantagem processual e injusta ao réu 3. Além disso, foi argumentado nos resumos do réu 1 que o atraso inexplicado levanta uma preocupação real de que o tempo foi usado para várias edições e "cozimentos" na gravação. Foi ainda argumentado que essa gravação não tem valor probatório, pois não atende às condições de admissibilidade técnica e, mesmo que as atenda, os mesmos defeitos encontrados nela são suficientes para reduzir o peso probatório e prejudicá-la. Não há dúvida de que o réu 3, Araldo Friese, tem um interesse significativo em fazer as observações e, portanto, ele não deve ser visto como um fator objetivo, e certamente não como um homem de autoridade.
Com relação à conversa entre o Réu 2 e o Réu 3, Yehoshua Shlosh alegou que se tratava de uma gravação editada e "cozida", o que reforça a preocupação de que a intenção de Frieszi era incriminá-lo (Shlosh) e Resh, para se absolver de responsabilidade. Portanto, argumentou a defesa, a gravação do réu 2 pelo réu 3 é inadmissível, ou pelo menos de peso desprezível, para fins de provar os argumentos da promotoria em relação às acusações 1 e 2.