Como foi dito, o réu 1 rejeita com ambas as mãos a versão de Kalamaru, segundo a qual, em certo momento, ele se retirou da execução da transação e os bens foram encomendados e comprados pela M.R.L.D. e Schloss, e após sua liberação, os bens foram vendidos àOPCI para pagamento integral. O réu 1 alega que esta é uma versão falsa e infundada com todos os seus componentes.
Quanto ao envolvimento da Nova Holdings Ltd., o réu 1 afirma que não teve e não teve qualquer ligação com essa empresa. Ele não pediu a ninguém que enviasse as cartas em nome da empresa e não sabia que tais cartas eram enviadas ao fornecedor. Como Avi Kalmaro era o solicitante das mercadorias, é razoável supor que ele mesmo está ligado a essa empresa e certamente não ao Réu 1.
A ação civil movida em nome do fornecedor contra o réu 4 apenas comprova isso, que ele foi quem pediu os produtos e quem não pagou por eles. Durante a investigação da denúncia, Avi Kalmaro não afirmou nada sobre o envolvimento do Réu 1. À luz do exposto, a conclusão clara é que "Avi Kalmaru, e somente ele, está por trás da fraude e do roubo de bens neste caso."
Com relação à alegação de apresentação de contas de vendas falsas à alfândega, o réu 1 nega qualquer envolvimento e afirma que todos os documentos foram transferidos para ele por Kalmaru, incluindo a conta de vendas submetida à alfândega. Segundo o réu 1, ele não teve participação em receber essa conta de vendas nem na sua produção, e não conhece sua origem. Ele mesmo não falsificou a conta de vendas e não a utilizou ilegalmente de nenhuma forma. Foi ainda argumentado que o réu 1 não tinha interesse em reduzir os pagamentos de impostos, e certamente não por meio de apresentar uma falsa conta de vendas, já que ele não era o solicitante das mercadorias e não deveria arcar com o pagamento dos impostos de liberação das mercadorias. De qualquer forma, uma análise da conta de vendas apresentada à Alfândega mostra que, mesmo que o fornecedor seja diferente do fornecedor original, o valor das mercadorias que aparecem na conta de vendas é idêntico ao valor das mercadorias exigido pelo fornecedor original, de modo que o valor não foi reduzido. Esse fato omite o fundamento da versão do processo, segundo a qual todo o propósito das contas falsas de vendas era reduzir os pagamentos de impostos. À luz do exposto, argumentou-se que a acusação não conseguiu provar o fato de que uma fatura de venda falsa foi submetida à alfândega por parte do réu 1, e certamente não em um nível de prova além de qualquer dúvida razoável. Em conclusão, a defesa busca absolver o réu de todas as infrações atribuídas a ele na segunda acusação.