No contexto atual, Rubinstein testemunhou que foi Shachar quem a procurou sobre a licitação da MAPI, e que Shachar lhe ofereceu um valor de compra para as prateleiras da EMET, e que Rubinstein apresentaria uma cotação de preço mais alta à proposta da MAPI em nome da EMET, para que a VA vencesse a licitação e "assim não haveria disputas entre os integradores" (p. 3638, parágrafos 1-5; p. 3636, p. 12-18, p. 3637, p. 2, 9, 15); Rubinstein explicou em seu depoimento que a EMET já havia fornecido os sistemas de armazenamento ao CPI, e que, após a EMET perder a licitação de 2010, Rubinstein pretendia participar da licitação da MAPI (em setembro de 2011) e que Shahar estava preocupada que a A.M.T. pudesse ganhar o fornecimento de prateleiras na licitação e lhe ofereceu a oferta "para que houvesse tranquilidade no setor" (p. 3638, s. 10 - p. 3639, s. 6; p. 3646, p. 16 - p. 3647, s. 1, onde ela explicou que, em relação ao que Shachar queria, ela "assume uma suposição bem fundamentada"...). Rubinstein ainda testemunhou que é claro que, em um mundo sem licitação e sem concorrência para Shachar, é preferível comprar as prateleiras diretamente do fabricante (NetApp) e manter toda a margem com eles, mas que aqui Shahar foi forçado a comprar pela EMET porque "ele queria que eu colocasse um preço mais alto" para que o valor ganhasse a licitação da Corporação Municipal (p. 3698, parágrafos 6-24). Este depoimento de Rubinstein sobre o conteúdo e o propósito do resumo foi confiável e deve ser aceito. Ela se encaixa bem na mensagem de e-mail em tempo real (também é um testemunho contra o interesse em relação a um acordo de coordenação do qual ela fazia parte; embora, em certo momento de seu interrogatório com a autoridade, tenha dito que a EMET não tinha chance de vencer, p. 3677, parágrafos 10-25, p. 3680, parágrafos 2-8, de uma forma que estava alinhada com seu interesse na época em reduzir as questões de coordenação, em seu depoimento ela expressou reservas sobre a maneira mais decisiva com que se expressou no interrogatório e explicou que, embora estimasse que as chances da A.M.T. fossem menores, é claro que, se ela tivesse feito uma proposta Abaixo do que o de Wee, a A.E.M.T. teria vencido, p. 3680, p. 16-18, p. 3681, p. 3-18; P.A. 3678, parágrafos 13-14, este depoimento da defesa, que foi, como dito acima, fundamentado e confiável, deve ser claramente preferido, e veja abaixo, a partir do parágrafo 828, a discussão da alegação da defesa como se fosse o valor do 'cérebro' que garantiu a vitória da licitação do CPI, clara e garantida).
- Assim, a partir da mensagem de e-mail enviada por Shachar a Rubinstein (com uma cópia para Oshri em 2 de outubro de 2011 (P/82)), surge um acordo claro entre Wei e E.M.T., segundo o qual Wei vencerá a licitação da Autoridade Territorial e, em troca, Wei comprará os equipamentos (prateleiras) que são o objeto da licitação.
- Rubinstein respondeu a Shahar no mesmo dia, 2 de outubro de 2011, que um vendedor da EMET que trabalhava para sua equipe era quem cuidava da entrega dos documentos de licitação da Autoridade de Terras de Israel, e mencionou seu número de telefone (P/82, P/558). Oshri também é parte dessa correspondência, que está endereçada na cópia (ibid.).
- Uma semana depois, em 9 de outubro de 2011 – dois dias antes do prazo marcado para enviar propostas para a licitação da Mapi – Baban Moy respondeu à thread de e-mails mencionada e enviou a Rubinstein um e-mail no qual especificava os preços que a EMET deveria apresentar em sua proposta para a licitação da Mapi. Em um depoimento, Bayan escreveu a Rubinstein: "... Sobre sua conversa com Shachar. NIS 145.500 por prateleira excluindo IVA[,] NIS 436.500 para três prateleiras excluindo IVA" (P/82, P/279, P/558).
Esta é uma mensagem de e-mail que constitui a concretização da conclusão segundo a qual Wei vencerá a licitação do IPI. Babian enviou a Rubinstein os preços que a EMET deve submeter à licitação, que são mais altos, como veremos abaixo, do que os preços da proposta pretendida de Wei (depoimento de Rubinstein, nas páginas 3640, parágrafos 1-16, onde ela observou que Babayan a instrui em relação aos preços que a A.E.T. deve apresentar em sua proposta, Shahar, p. 2898, parágrafos 28-32, onde também respondeu em relação à correspondência aqui).