A: Isso mesmo."
- Segundo, as evidências e depoimentos mostram que o que interessava ao administrador, e no que os credores realmente confiavam, era o elemento de intervenção do Estado e não os dados contábeis. Além disso, os autores não alegaram nem apresentaram qualquer evidência indicando que realmente revisaram as demonstrações financeiras antes do investimento. Assim, o administrador de títulos admitiu que os detentores de títulos estavam menos interessados no patrimônio da empresa ao verem a Agrexco como sendo amplamente apoiada pelo Estado. O seguinte é evidente a partir da ata da Assembleia Geral dos Detentores de Títulos (Série A) da Empresa datada de 23 de junho de 2011 (Apêndice 3 à declaração juramentada de Lopetig, na página 56 da declaração):
"Giora Loftig: Em uma reunião realizada na terça-feira, houve uma longa discussão, na qual ficou claro para a empresa que os acionistas haviam investido na empresa apenas por causa do envolvimento do Estado, e que os detentores não tinham interesse no capital. A mensagem que recebemos da empresa foi que, sem chegar a um acordo que inclua a empresa a dias de colapso, fomos informados de que, em caso de liquidação da empresa, acredita-se que os detentores não veriam os fundos.
Meron Foam:... Além disso, gostaríamos de trabalhar com uma empresa de relações públicas para apresentar nossos interesses no discurso público e na tentativa de pressionar o Estado a reconhecer suas obrigações com os detentores de títulos."
- O relatório Midroog, publicado antes da emissão dos títulos, também mostra que:
"As participações do governo proporcionam estabilidade à empresa" (N/2, p. 8).
Nessas circunstâncias, parece que o acordo das entidades institucionais para fornecer crédito à empresa, sem garantia, baseava-se no status da empresa como uma entidade controlada pelo Estado que atende às suas necessidades. Além disso, o relatório Midroog já atesta em 2007 a relação "problemática" entre Agrexco e Migdalim. Um leitor razoável do relatório Midroog poderá identificar que existe um modelo de negócio que inclui pagamentos antecipados, na prática, financiamento, em troca de receber produtos agrícolas, na ausência de uma obrigação contratual por parte dos produtores de fornecimento contínuo, em contraste com a alegação da administração de alta lealdade na prática (ibid., p. 3):