Mesmo em relação aos argumentos contra o conteúdo e a redação da pergunta da pesquisa, a Sra. Goldberg-Anavi esclareceu que a fotografia do anúncio apresentado por ela aos réus incluía, duas vezes e de forma clara, a menção de que era um importador paralelo e que a redação aberta de sua pergunta pretendia uma apresentação aberta e justa do assunto aos respondentes (Prov. p. 60, parágrafos 8-14). Também argumentou que um questionador que acreditava, após revisar a publicação, que era uma pessoa autorizada de um importador paralelo poderia ter incluído esse entendimento em sua resposta e respondido que o réu em sua opinião não era licenciado pela Toyota (pp. 59, 32-33). Essa explicação do especialista é lógica e aceitável para mim.
Por outro lado, o Prof. Katz confirmou em seu depoimento que não examinou a condução da pesquisa para determinar se o termo "garagem licenciado para importadores paralelos" é um termo aceito e reconhecido, e que incluiu na pergunta da pesquisa as alternativas que lhe foram chamados a examinar - 'especialista oficial em importadores' e 'especialista em importadores paralelos' (Prov. p. 87, parágrafos 1-21). Considero que há fundamento na posição do autor sobre esse assunto, que alegava que a fórmula da pergunta de pesquisa do Prof. Katz é um 'teste de leitura apenas'. Afinal, a pergunta feita na pesquisa Katz foi apresentada com uma pergunta "fechada", que inclui uma suposição sobre a existência de autorização, quando uma das duas alternativas da resposta já está incluída na publicação apresentada para sua revisão, que inclui o termo "importações paralelas". A resposta do Prof. Katz a essa possível dificuldade não incluiu uma resposta profissional quanto ao mérito, mas apontou apenas para o exame que ele foi solicitado a realizar (Prov. p. 87, s. 22 - p. 90, s. 4).
Com relação à crítica do Prof. Katz sobre a falta ou a representação tendenciosa no perfil dos entrevistados na pesquisa conduzida pela Sra. Goldberg-Anavi (em termos de setor, local de residência, etc.), deve-se notar que, em seu contra-interrogatório, verificou-se que essa crítica era imprecisa em muitos aspectos, incluindo devido às lacunas na definição de grupos populacionais entre os especialistas (Prov. pp. 102, s. 4 - pp. 114, s. 16).