Mais tarde, a autora descreveu que ela continuava a sofrer de dor na casa do réu e não conseguia dormir à noite, e no dia seguinte o réu a levou em um carro emprestado de um amigo e a levou até a estação de trem, após o que ela voltou para casa em um táxi.
- Quanto ao incidente em si, a autora respondeu que o trajeto foi em uma estrada plana e não em subida, quando, em sua estimativa, a velocidade era de cerca de 60 km/h. A autora demonstrou a altura que subiu quando a motocicleta pulou e estimou que era de 20 a 25 centímetros. Durante o contra-interrogatório, a autora foi encaminhada ao que foi declarado na opinião do especialista ortopédico, que observou que ela saltou cerca de 40 centímetros acima do assento e respondeu que não forneceu um número numérico, mas sim demonstrou ao perito a altura do salto em sua estimativa, como também demonstrou no tribunal.
A autora confirmou que havia lombadas e outras perturbações na estrada, mas que eram pequenas perturbações, quando, após o choque e o golpe que recebeu, a ré fez questão de dirigir em baixa velocidade, parou em frente às passagens de gado mais adiante na estrada e passou por cima delas com muito cuidado na faixa de metal ao longo delas.
Quanto à localização do passeio na passagem de gado, a autora testemunhou que a motocicleta estava circulando no centro da travessia, e que a altura do degrau que causou o salto era de cerca de 8 ou 9 centímetros, e ela não explicou o fato de que o perito, em seu nome, também determinou que a diferença de altura entre o metal e o asfalto no centro da passagem era menor.
- O réu alegou em sua declaração que a viagem a Mitzpe foi realizada de forma rotineira e sem incidentes incomuns, quando durante o passeio de motocicleta junto com o autor passaram por várias travessias de prevenção de gado, mas o autor não reclamou de hematomas ou dores durante ou após a viagem. O réu esclareceu que durante o passeio não houve salto nem queda da motocicleta ou dela, e que, se tivesse havido um salto conforme descrito pelo autor, teria causado a queda da motocicleta. Dirigir em uma condução de gado é semelhante a dirigir em uma estrada asfaltada, sem flutuações significativas.
A ré negou a versão da autora e alegou que ela nasceu para os fins do processo. Na prática, os dois continuaram a viagem conforme planejado, caminhando e escalando a área em uma trilha de caminhada e escalada em condições off-road por cerca de meia hora, e depois voltaram para a casa do réu, a 20 minutos de carro, sem que o autor reclamasse de hematomas ou dor, mesmo com a estrada pavimentada com lombadas. O réu alegou que não houve incidente incomum em sua casa também, e que o autor não reclamou de dor, retornando para casa no horário marcado na manhã seguinte.