Jurisprudência

Caso de Crimes Graves (Beersheba) 20142-08-19 Estado de Israel vs. Ibrahim Shehain - parte 97

23 de Outubro de 2025
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A conexão entre Muhammad e os réus 2 e 3

No decorrer dos resumos, a promotoria argumentou que os réus 2 e 3 eram membros da família de Muhammad, e esse fato levou ao desejo deles de ajudá-lo.

Pela análise das provas apresentadas, não constatei que a conexão familiar entre Muhammad e os réus 2 e 3 fosse tão forte e próxima a ponto de ter sido o motivo que os levaria a ajudá-lo no assassinato.

No decorrer de seus resumos, a acusadora não apresentou nenhuma declaração feita por Muhammad durante suas conversas com a informante, sobre uma relação familiar próxima com os réus 2 e 3.  Deve-se notar a esse respeito que, na conversa de Muhammad com o informante (49:264 1-19 - P/16 e P/16a), Muhammad diz ao informante : "Eu tinha um parente... Cunhado do Hamouda, cunhado do Hamouda do Zaituna, eu e ele somos meus cunhados... Foi assim que ele chegou a Be'er Sheva, abriu uma estação, trabalhamos juntos por meses, agora... No último dia do Ramadã... Ele foi esfaqueado" (p. 52, 23-31).  Durante as audiências, a defesa não contradisse o argumento de que, em suas observações sobre o fato de ter sido "esfaqueado", Muhammad se referia ao irmão do réu 2, Marwan, que estava em contato com ele em conexão com a operação de uma estação de drogas e que posteriormente foi esfaqueado até a morte.  A declaração de Muhammad ao informante sobre a relação com o irmão do Réu 2 foi a única declaração significativa nas conversas com o primeiro informante sobre a natureza da relação com o Réu 2.

No depoimento de Muhammad no tribunal, Muhammad disse: "O relacionamento que tive com Marwan é, antes de tudo, de parente..... E o negócio entre nós era que traríamos a energia elétrica e esta vendia" (p. 14.2.22, p. 258).  Muhammad confirmou que o pai e o pai de Marwan e o Réu 2 eram irmãos, mas também confirmou que tinha menos contato com os Réus 2 e 3 (ibid., p. 259).

O réu 2, por sua vez, disse ao tribunal que a relação entre Muhammad e seu irmão Marwan era sobre negócios conjuntos de drogas (F. de 26 de dezembro de 2022, p. 348).  Segundo ele, em junho de 2019, seu irmão foi esfaqueado (ibid., p. 347, parágrafo 10), e um mês depois morreu após ser hospitalizado (ibid., pp. 348, parágrafo 10).  Segundo a descrição do réu 2, durante a hospitalização do irmão, Muhammad começou a chegar ao hospital e se aproximar da família, e em certo momento veio até ele com uma oferta para trazer sacos "hydro" de Be'er Sheva : "Eu os trago, vocês se dispersarão, mas venham buscar em Beersheba" (ibid., p. 350, parágrafo 7).

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