Rubinstein testemunhou que houve casos no passado em que, embora a A.E.M.T. tenha fornecido o sistema ao cliente, as prateleiras foram posteriormente adquiridas de outros fornecedores (p. 3675, parágrafos 3-20). Em outras palavras, isso é possível e também já aconteceu na prática.
Além disso, Rubinstein testemunhou que, em um caso em que um fornecedor fornecia o 'cérebro' e outro fornecedor as prateleiras, não há dificuldade real na questão da garantia ou serviço, já que, de acordo com a política do fabricante (NetApp), nesse caso a garantia das prateleiras deriva da garantia da própria máquina e o serviço ao cliente será prestado pelo fornecedor que forneceu o cérebro ou diretamente do fabricante (p. 3673, parágrafos 3-24, p. 3674, Sáb. 17-20; A proposta do EMET incluía uma nota sobre esse assunto, P/78, p. 23, p. 30; P/292). Noy (Netapp) confirmou isso em seu depoimento e observou que, do ponto de vista prático, a NetApp assumiu a responsabilidade e forneceu o serviço e as peças de reposição independentemente da questão de quem instalou o cérebro e quem instalou as prateleiras, e que ele não se recordou de que surgiram problemas nesse sentido (p. 6246, s. 24 - p. 6248, s. 16). Rubinstein também testemunhou que, na prática, a EMET continuou a fornecer serviço onde fornecia o sistema e outro fornecedor fornecia prateleiras (p. 3675, parágrafos 3-20). Todos esses fatores são suficientes para refletir sobre os argumentos da defesa quanto ao peso da questão da responsabilidade.
O ponto principal: do ponto de vista prático e tecnológico, está claro que havia viabilidade de competição. De qualquer forma, e desvinculado do exposto, está claro que, mesmo que se assuma que havia uma base substancial para preferir Wei – como a pessoa que forneceu o 'cérebro' após a licitação de 2010 – ainda não há justificativa para coordenar cotações de preços às escondidas da Autoridade de Planejamento, e os argumentos da defesa não legitimam tal coordenação.
- Terceiro, os argumentos da defesa não devem ser aceitos com base na isenção de 2012. Wei e Oshri encontram no depoimento de Koren sobre o assunto muito mais do que o que ele contém.
De fato, como já mencionado acima, em certo momento de seu depoimento Koren se viu em certa confusão quanto à data em que Mapi comprou o "cérebro" do sistema de armazenamento de Wei de uma forma que teve implicações para as respostas que ele deu posteriormente em seu depoimento sobre os procedimentos subsequentes de aquisição das prateleiras. O depoimento de Koren foi dado cerca de uma década após os eventos que são o tema do depoimento. Como mencionado acima, o erro mencionado no depoimento de Koren, que foi corrigido após ele receber a cópia completa dos documentos, não diminui a impressão confiável que seu depoimento como um todo despertou.