De acordo com o exposto acima, o autor busca levantar diretamente o véu corporativo entre a Prestige e a Uri, ignorando a existência da Weisbord Holdings e sem abordar o fato de que a Weisbord Holdings, e não a Uri, era acionista da Luxury.
Deve-se esclarecer que Uri levantou argumentos nesse caso, incluindo a ausência de causa de ação contra ele e a ausência de rivalidade, mesmo no âmbito da declaração de defesa em seu favor, mas o autor não achou adequado apresentar uma resposta à declaração de defesa, nem fornecer uma resposta a essas alegações, e, como Uri alegou, "tentou pular uma personalidade jurídica separada" (p. 2 dos resumos de Uri).
Acrescento que Roy foi questionado se já havia verificado quem era o dono de uma empresa de luxo, e ele respondeu que não havia consultado o Registro de Empresas, mesmo tendo envolvido um "apertar de botão", e que ele havia consultado uma "garota" chamada Yamit, que, segundo ele, administrava o asilo e "com quem todos os relatórios, horários de trabalho e salários" eram tratados, e quando ele perguntou quem era o dono da empresa de luxo, ela respondeu que "existe um cara chamado Uri" (p. 27, linhas 21-35 da transcrição).
Se isso não fosse suficiente, quando Roy foi questionado sobre a Weisbord Holdings, ele respondeu: "Não sei. Não. Não sei." (p. 27, linhas 19-20 da transcrição). Quando lhe disseram que Ori nunca teve um hotel de luxo, respondeu: "Ok. Isso é uma novidade", e acrescentou que não havia lido o depoimento juramentado de Uri (p. 28, linhas 1-2 e 6-7 da transcrição).
O depoimento fala por si só e dele se revela que a autora não se preocupou em verificar quem era o acionista da Luxury nos momentos relevantes, e estava satisfeita com a suposição de que Uri era acionista da Luxury, baseando sua alegação nisso.
Essa conduta da autora, que não alegou levantar o véu em duas etapas, ignorando completamente o princípio da personalidade jurídica separada, sem explicar como, de acordo com a lei, é possível levantar diretamente o véu de associação entre Prestige e Uri, omite a base processual e substantiva da reivindicação de levantamento do véu que ela levantou.