À luz do exposto, o tribunal decidiu que o status de Kestenbaum, como advogado de Koffler, é o de agente no sentido de A Lei da Missão, 5725-1965 (adiante ainda: A Lei da Missão). O tribunal decidiu ainda que, de acordo com Seção 6(b) De acordo com a Lei dos Mensageiros, quando um agente age em desvio da autorização, o terceiro tem o direito de considerar o agente como seu agente, já que um "contrato implícito" foi aperfeiçoado no âmbito do qual o agente assume as obrigações do remetente para com o terceiro.
Quanto às circunstâncias do caso em questão, o tribunal decidiu que Yaacobi não exigiu que Kestenbaum celebrasse o contrato de corretagem, pois ele se apresentava como agente de Koffler, mas, na prática, Kestenbaum se desviou da autorização e celebrou um contrato de compra da propriedade por conta própria. Portanto, o tribunal decidiu que, de acordo com oA Lei da Missão Um contrato implícito entre Kestenbaum e a empresa que ele possui e Yaacobi e a empresa que ele possui foi aperfeiçoado, que adota totalmente o acordo de corretagem firmado entre Yaacobi e Koffler, de modo que Kestenbaum é obrigado a pagar as taxas de corretagem a Yaacobi e à empresa que possui.
O tribunal acrescentou que esse resultado surge não apenas do Seção 6(b) Mas até mesmo Kestenbaum, em sua conduta, acreditava que isso era resultado de suas ações. Assim, no decorrer das negociações conduzidas por Kestenbaum, ele escreveu ao Bar Yosef que "Encerrando o assunto com Shai [Yaacobi – Y. 20]", então fica claro que ele estava ciente do risco de ser obrigado a pagar as taxas de corretagem a Yaakobi e à empresa que possui caso firmasse um acordo para comprar o imóvel. Portanto, o tribunal decidiu que, mesmo que Kestenbaum não tenha esclarecido totalmente o alcance da cobrança de acordo com o contrato de corretagem, ele assumiu o risco envolvido e não teve escolha a não ser reclamar de si mesmo.
Além do exposto, o tribunal observou que o mesmo resultado também pode ser alcançado na aplicação dos princípios do direito de enriquecimento e não no direito. Isso ocorre porque as leis de enriquecimento indevido permitem que uma pessoa seja obrigada a pagar um salário adequado por uma ação realizada por outra pessoa em seu nome, mesmo que nenhum contrato tenha sido firmado entre elas, e podem ser aplicadas em situações em que se tenta "burlar" um corretor para evitar o pagamento das taxas de corretagem acordadas. O tribunal decidiu que no presente caso Kestenbaum seguiu o lugar de Koffler ao receber os serviços de corretagem de Yaakobi, sabendo que Yaakobi tinha o direito de receber as taxas de corretagem, e portanto enriqueceu ilegalmente às custas de Yaakobi, podendo ser obrigado a pagar por isso.