O depoimento do réu:
- Como regra, o depoimento do réu foi lacônico e negativo, negando e negando. Segundo o acusado, até que ele acusasse o denunciante de traição, a paz e a tranquilidade cantavam em sua casa. A casa funcionava confortavelmente, sem atritos, sem ameaças e sem uma atmosfera de medo. Segundo ele, os muitos depoimentos ouvidos contra ele foram todos resultado de uma conspiração arquitetada contra ele, como parte do processo de divórcio pelo reclamante. O réu continuou explicando suas alegações e até acrescentou a mãe do reclamante, assim como os agentes de assistência social, aos farmacêuticos da conspiração.
- Vou começar enfatizando – não encontrei nenhuma base para essas alegações do réu.
Primeiro, o reclamante não buscou acusar o réu de nada. Pelo que parece em seu depoimento, ela entrou em contato com os oficiais de atendimento no escritório de assistência social no município de Karmiel desde o início.
Segundo, essa versão do réu não lida de forma alguma com os depoimentos das autoridades de tratamento sobre o medo do reclamante em relação ao réu e o medo expresso pelas crianças.
Terceiro, a versão do réu é inconsistente com o bom senso. De acordo com essa linha de defesa, a denunciante e três de seus filhos buscaram tratamentos psicológicos, que persistiram por anos – e tudo isso desnecessariamente. Segundo a mesma linha, durante esses tratamentos, as crianças falsamente levantaram conteúdos duros sobre um ambiente de medo vindo do réu. Segundo a mesma linha, as meninas A e B decretaram separação completa e separada do réu (que se definia como um pai dedicado e amoroso), mesmo quando eram meninas em idade de ensino médio – e isso sem motivo significativo (segundo a versão da defesa – devido ao fato de que o réu tirou seus celulares delas...). Segundo a mesma linha, a denunciante fugiu de casa com seus cinco filhos e viveu por anos na casa dos pais – e tudo isso não foi por medo da ré, mas como parte de um plano cínico de lucrar com o processo de divórcio entre os dois. Segundo a mesma linha, as agências de tratamento (assistentes sociais, psicólogos e assistentes sociais) fecharam os olhos ao ver que não estão tratando uma mulher que passou por violência, nem crianças que passaram por anos de terror e medo – mas sim com histórias e inventando invenções sobre ações que não existiam e não foram criadas.