Foi ainda alegado que, noutros casos, a qualidade do tratamento das avarias por Danan era fraca, e a Lehavot foi forçada a enviar uma equipa em seu nome para serviços repetidos, eventos que causaram atritos com os clientes e despesas desnecessárias, quando, em vez de chegar a uma situação de terceirização como acordado, a Lehavot acabou por pagar a um empreiteiro externo (Danan) ao mesmo tempo que executava os serviços ela própria.
- Segundo Lehavot, na prática, Danan restaurou-lhe o setor dos serviços de autocarros, de uma forma que exigia a manutenção de técnicos adequados, sem conseguir equilibrar isso prestando serviços em áreas mais lucrativas. A quantia exigida por Lehavot a este respeito foi descrita como as suas despesas totais relacionadas com a manutenção de um sistema de serviços para o setor autocarrotário.
- A base probatória apresentada mostra que o caso se comportou de facto no que toca à prestação de serviço aos autocarros de acordo com considerações económicas, o que levou, entre outras coisas, ao facto de não responder a todas as chamadas de serviço, quer dentro do prazo exigido pelo cliente, quer de todo, se considerasse que não seria viável para si.
- Este assunto aparece em correspondência em tempo real (tais como: e-mail M/144 datado de 19 de fevereiro de 2017; e-mail M/145 datado de 25 de abril de 2017), descrito no testemunho do diretor do sistema de serviços que não foi contra-interrogado sobre o assunto (pp. 176, 6-20; p. 177, 19-27; p. 186, 1-3), e foi de facto confirmado por testemunhos ouvidos em nome da própria Danan.
Navot, que é o diretor do Departamento de Chamas de Danan, confirmou que houve casos, disse, nos quais Danan afirmou: "Não estamos a fazer este trabalho, está demasiado longe, não é lucrativo" (p. 285, parágrafos 16-24). A pessoa responsável pelos técnicos em Danan também confirmou que existiam tais casos (p. 399, p. 29 - p. 400, p. 7).
Relativamente à recusa em enviar um técnico para o serviço de autocarros por não ser economicamente lucrativo para Danan, Dekel disse no seu interrogatório que "esta não é uma afirmação que me seja estranha" (p. 346, 20 - p. 347, 1), e confirmou também de facto que Danan se recusava ocasionalmente a prestar serviço por razões económicas (pp. 347, 20-25).