Jurisprudência

Processo Civil (Telavive) 32654-12-19 A. Danan Fire Fighting Systems Ltd. v. Lahavot Manufacturing and Protection (1995) Ltd. - parte 26

18 de Janeiro de 2018
Imprimir

Foi ainda alegado que, noutros casos, a qualidade do tratamento das avarias por Danan era fraca, e a Lehavot foi forçada a enviar uma equipa em seu nome para serviços repetidos, eventos que causaram atritos com os clientes e despesas desnecessárias, quando, em vez de chegar a uma situação de terceirização como acordado, a Lehavot acabou por pagar a um empreiteiro externo (Danan) ao mesmo tempo que executava os serviços ela própria.

  1. Segundo Lehavot, na prática, Danan restaurou-lhe o setor dos serviços de autocarros, de uma forma que exigia a manutenção de técnicos adequados, sem conseguir equilibrar isso prestando serviços em áreas mais lucrativas. A quantia exigida por Lehavot a este respeito foi descrita como as suas despesas totais relacionadas com a manutenção de um sistema de serviços para o setor autocarrotário.
  2. A base probatória apresentada mostra que o caso se comportou de facto no que toca à prestação de serviço aos autocarros de acordo com considerações económicas, o que levou, entre outras coisas, ao facto de não responder a todas as chamadas de serviço, quer dentro do prazo exigido pelo cliente, quer de todo, se considerasse que não seria viável para si.
  3. Este assunto aparece em correspondência em tempo real (tais como: e-mail M/144 datado de 19 de fevereiro de 2017; e-mail M/145 datado de 25 de abril de 2017), descrito no testemunho do diretor do sistema de serviços que não foi contra-interrogado sobre o assunto (pp. 176, 6-20; p. 177, 19-27; p. 186, 1-3), e foi de facto confirmado por testemunhos ouvidos em nome da própria Danan.

Navot, que é o diretor do Departamento de Chamas de Danan, confirmou que houve casos, disse, nos quais Danan afirmou: "Não estamos a fazer este trabalho, está demasiado longe, não é lucrativo" (p. 285, parágrafos 16-24).  A pessoa responsável pelos técnicos em Danan também confirmou que existiam tais casos (p. 399, p. 29 - p. 400, p. 7).

Relativamente à recusa em enviar um técnico para o serviço de autocarros por não ser economicamente lucrativo para Danan, Dekel disse no seu interrogatório que "esta não é uma afirmação que me seja estranha" (p. 346, 20 - p. 347, 1), e confirmou também de facto que Danan se recusava ocasionalmente a prestar serviço por razões económicas (pp. 347, 20-25).

Parte anterior1...2526
27...31Próxima parte