Além disso, o perito da defesa testemunhou que sua conclusão de que não poderia ter havido salto baseava-se, entre outras coisas, na suposição de que o motorista diminuiu a velocidade antes da passagem, mas o próprio réu não alegou que reduziu a velocidade em direção à passagem, apenas afirmou que dirigiu em baixa velocidade que correspondia às condições da estrada.
- O que emerge da compilação: as duas opiniões não forneceram dados empíricos nem cálculos que comprovassem as posições das partes do ponto de vista físico. A opinião pericial em nome da acusação apoiou em certa medida a versão da autora, e foram dadas explicações sobre o efeito do incidente em seu corpo e o mecanismo da sabotagem, que não foram contraditas pelo perito da defesa. Por outro lado, a posição do perito da defesa era difícil devido ao fato de que ele baseou suas conclusões em dados controversos e, no decorrer de seu depoimento, fez uma retratação parcial de algumas das determinações da opinião.
Portanto, acredito que, ao justapor a opinião e os depoimentos dos periciais, é possível preferir a opinião do perito da acusação, juntamente com o fato de que sua contribuição geral tem peso limitado e depende da decisão sobre a aceitação da versão do autor.
Resumo provisório sobre as versões das partes e os depoimentos de peritos
- Após examinar os depoimentos das partes e as opiniões em seu favor, acredito que a conclusão é reforçada de que, durante a condução das partes na travessia de gado, ocorreu um incidente no qual o corpo do autor se levantou e caiu no banco de trás da motocicleta.
- O perito em nome da defesa estava disposto a admitir que pode ter havido um salto, mesmo que fosse consideravelmente menor do que a descrição do autor.
O réu usou o termo "pular em um posto de controle de gado na estrada" na correspondência entre as partes mesmo depois que o autor o contatou exigindo detalhes do seguro e após consultar um advogado, e não aceito sua alegação de que ele repetiu o termo usado pelo autor. Esse argumento é inconsistente com a redação da correspondência e com as tentativas do réu de refutar as alegações do autor na época, sabendo que, no momento do incidente, ele não tinha cobertura de seguro. Acredito que essa versão deve ser preferida, pois a primeira versão foi apresentada espontaneamente, e o fato de ter sido dita após o réu consultar um advogado reforça sua veracidade. Somente depois que o réu enfrentou um processo pessoal é que alegou que foi apenas um tremor. O fato de o réu ter tentado evitar responder a uma pergunta feita a ele sobre esse assunto no âmbito de um questionário em nome do autor reforça a conclusão de que houve de fato um salto da motocicleta.