Embora a mãe do autor tenha testemunhado que ouviu falar da viagem na travessia de gado enquanto estava com o autor no centro de emergência, nenhuma explicação foi dada para o fato de que os fatos não estavam refletidos nos registros médicos.
A documentação mostra que, ao buscar tratamento médico, a autora não atribuiu a dor sofrida ao acidente, contrariando seu depoimento de que imediatamente após o incidente ela começou a sentir uma dor forte. A autora alegou pela primeira vez no banco das testemunhas que tinha um hematoma no local da lesão, mas esse fato não foi refletido na documentação médica, nem foi mencionado aos peritos do tribunal.
Foi ainda alegado que a autora exagerou a teoria ao afirmar que ela saltou no ar a uma altura de 25-40 centímetros, além de exagerar a alegação de que a velocidade de viagem era de cerca de 60 quilômetros por hora, já que, nessa situação, os dois pilotos deveriam voar da motocicleta devido à intensidade do incidente.
A alegação de lesão durante a viagem surgiu pela primeira vez em documentação médica tardia e em uma correspondência no WhatsApp que o réu recebeu do autor cerca de seis meses após o incidente. Na carta do advogado da autora ao réu, em uma correspondência no WhatsApp datada de 30 de dezembro de 2018, foi alegado que a autora foi "expulsa à força da motocicleta e sofreu um ferimento", de uma forma que constitui uma descrição factual diferente das alegações da autora, o que pode explicar suas muitas versões. Da mesma forma, uma versão diferente foi apresentada quando a autora entrou em contato com a polícia em 7 de dezembro de 2018, observando que o corpo da autora havia sido destacado no ar e caído com força sobre as nádegas, com apenas uma dor leve.
A falta de confiabilidade da autora também é expressa nas emendas à sua alegação, quando, no âmbito das provas apresentadas em seu nome no processo anterior, ela não se deu ao trabalho de apontar a passagem preventiva do gado em que ocorreu o suposto incidente, não apresentou fotografias do campo e não anexou um parecer especializado em seu favor, mas apenas após a apresentação das provas no presente procedimento, como uma alocação de melhorias que atestan uma versão "evolutiva" ao longo do processo, conduzida de forma especulativa. Artificial e sem fundamento. Tudo isso, quando a autora sabia muito bem, desde a primeira correspondência com a ré, que ela seria obrigada a provar as circunstâncias do incidente e a conexão causal com suas queixas.