Após a rejeição da reivindicação da autora pela Divisão de Incapacidade Geral devido ao fato de que a incapacidade de 30% determinada para ela devido à perda auditiva não atingiu o limite exigido, a autora entrou com uma reivindicação em 7 de outubro de 2019, afirmando que sofre de problemas ortopédicos após um acidente ocorrido em 19 de abril de 2018. Em uma audiência realizada no comitê médico em 25 de novembro de 2019, a autora afirmou que havia se envolvido em um acidente enquanto andava de motocicleta um ano e meio antes, que havia recebido um forte golpe na parte inferior da coluna e vinha sofrendo com dor com radiação na perna desde então. O comitê médico revisou os resultados de imagem anexados pela autora e determinou que ela sofre de dor nas costas devido à escoriação, o que lhe confere uma incapacidade médica de 10%. Os resultados do exame clínico realizado pelo comitê não encontraram limitações ou perda muscular, e a incapacidade foi determinada devido ao diagnóstico de radiculopatia nas pernas com base em achados de imagem que mostraram alterações abrasivas, uma protrusão do disco muito central e calcificada à esquerda, e uma protrusão moderada nas vértebras L 4-5.
Como parte do recurso que a autora apresentou à Divisão de Deficiência Geral, ela foi examinada por um médico ocupacional, e uma opinião foi dada em seu caso por um assistente social do departamento de reabilitação. Na opinião datada de 31 de dezembro de 2019, foi feita uma referência abrangente aos problemas da autora no nível de emprego, incluindo dor nas costas, e no resumo foi determinado que, devido à perda auditiva, a autora possui limitações em certos empregos de escritório e, portanto, poderá se integrar a empregos que não envolvam audição aguçada e não incluem atendimento de audiências ou chamadas telefônicas prolongadas, quando nenhuma deficiência devido a dor nas costas foi observada.
- A partir da totalidade dos dados apresentados acima, parece que, na prática, anos após a data do acidente, a deficiência funcional da autora é mais leve do que a deficiência médica dela.
Após o período de recuperação, a autora voltou a trabalhar em tempo integral em escritório e, após mudar de emprego independentemente da dor nas costas, conseguiu se integrar a um emprego permanente e estável com salário mais alto.