Essa correspondência indica que o mero direito ao pagamento da segunda metade da comissão não está em disputa, e o problema gira em torno do reinvestimento – ou seja, a possibilidade de converter a comissão em ações.
- A reunião foi realizada em 24 de setembro de 2019;
Posteriormente, uma reunião foi realizada entre Ackerman, Peleg e Don em 16 de setembro de 2019, cuja transcrição foi anexada como Apêndice 35 ao depoimento juramentado de Peleg – uma análise da transcrição mostra que grandes partes da conversa são obscuras e, portanto, é difícil obter informações a partir dela.
Após essa reunião, foi realizada uma reunião entre as partes em 24 de setembro de 2019 – ou seja, após a segunda oferta – na qual Peleg, Ackerman, Ben Shabbat e Don estiveram presentes. Uma transcrição dessa conversa foi apresentada ao tribunal (como Apêndice 26 ao depoimento juramentado de Peleg). Quanto ao contexto dessa reunião, há algum desacordo entre as partes. Vale destacar que, conforme detalhado, Don afirma em sua declaração que a exigência de receber a segunda metade da comissão foi levantada perto desta reunião. Como dito, não considero esse argumento de Don aceitável. Isso porque é claro pelas evidências que o próprio direito à segunda metade da comissão não estava em disputa, mas surgiu um problema quanto ao direito do autor de converter metade da comissão em ações. O apoio à minha decisão está encontrado em uma conversa entre as partes datada de 24 de setembro de 2028, cujo conteúdo não é contestado, já que uma gravação da conversa, bem como uma transcrição dela, foram apresentadas ao tribunal. A transcrição dessa conversa constitui evidência significativa no processo, pois, como será detalhado abaixo, a partir das declarações das partes durante a reunião, é possível conhecer tanto a disputa relativa à segunda metade da comissão, quanto a disputa em geral. Isso inclui a questão de saber se o autor realmente tinha direito a pagamentos além da outra metade da comissão, cujo pagamento foi organizado nesta reunião, e também sobre a forma como Peleg interpretou a cláusula 3.1.4, que está no centro da disputa no processo aqui.