Também deve ser enfatizado agora que não há disputa de que todos os acordos assinados em etapas posteriores entre as partes – todos constituem versões deste acordo – ou seja, várias emendas foram feitas a este acordo pelas partes. Assim, mesmo nos acordos posteriores – e embora as partes não discordem que o serviço prestado foi assistência no IPO – o título do acordo permaneceu idêntico e, além disso – como será detalhado abaixo – a contraprestação permaneceu definida como a Taxa de Buscador, porém, mudanças foram feitas em relação à contraprestação pelo "Achador".
À luz do exposto, referir-me-ei a este Acordo como o "Acordo Básico"
- O início da rota inicial de oferta pública -
O resumo indica que o primeiro engajamento entre as partes foi – conforme afirmado por Don – com o objetivo de receber serviços divisivos de arrecadação de fundos. Ao mesmo tempo, como mencionado, o caminho de IPO da empresa se desenvolveu em uma fase posterior. Quanto ao início desse caminho, Don afirma que conheceu Ben-Shabbat em uma conferência na China e que estava interessado na possibilidade de emitir as ações da empresa na Austrália (vale ressaltar que isso também é apoiado pelo depoimento de Ben-Shabbat, que aprovou essa reunião inicial (veja seu depoimento da linha 23 na página 87 até a linha 1 da página 88, na qual Ben-Shabbat aprovou a reunião na China e até testemunhou que Don lhe enviou uma apresentação da empresa um ano antes da solicitação de Ackerman no contexto da empresa). No entanto, como nessa fase a empresa precisava levantar fundos para garantir sua continuidade na atividade, Don opinava que não estava pronta para realizar um IPO. Peleg, por sua vez, afirma que conhecia uma pessoa chamada Uri Ackerman (doravante: "Ackerman") que era ativo na Bolsa de Valores Australiana, e que Ackerman adicionou Ben Shabbat, que é ativo e tem conexões no mercado de capitais da Austrália, e que, entre outras coisas, estava em contato com uma corretora chamada Armada Capital, que Ananda administrava. Segundo Peleg, foi ele quem conectou Ackerman e Ben Shabbat à empresa. Além dessa disputa sobre quem sabia discutir o Ben Shabbat – uma disputa que não tem relação com os argumentos das partes posteriormente – a cronologia em 3 de setembro de 2017 – se consolida e é – conforme se deduz da correspondência e dos argumentos das partes, conforme detalhado abaixo.
- Em 3 de setembro de 2017, foi realizada uma reunião entre Peleg, Ackerman e Don. Como já mencionei acima – a relação entre Don, a empresa e Peleg já estava estabelecida, no curso de serviços de captação de fundos para a empresa. Pelo que se pode ver pela correspondência anexada por Peleg, ele encaminhou a Ackerman os detalhes da companhia e dos de Don; Ele enviou a Ackerman uma apresentação da empresa antes dessa reunião; E sim, ele fez uma apresentação da empresa para Ben Shabbat para que pudesse passar para Ananda após essa reunião.
Não há disputa sobre isso, e como parece da correspondência anexada, em 5 de setembro de 2017, Ben Shabbat entrou em contato com Don e pediu que ele marcasse uma reunião telefônica com Ananda. Vou notar a esse respeito que, segundo Don, Peleg não foi quem conectou a empresa com Ananda, mas sim que a iniciativa e a ideia para isso foram de Ben Shabbat. Don também afirma que Peleg não conhecia Ananda, mas que toda a relação foi criada por meio do Ben Shabat. Essa última disputa não é substantiva, na minha opinião, em primeiro lugar, já que a questão de como essa relação foi criada não afeta os argumentos das partes posteriormente e, além disso, Mazdon admitiu em seu depoimento que já na fase inicial entendia que havia uma relação comercial entre Peleg, Ackerman e Ben Shabbat.