Segundo a autora, seu direito decorre do fato de que Kotler é o "comercializador da ideia" e devido ao ato de "mediação" entre a ré e o advogado Meyuhas. No entanto, esses argumentos contradizem a linguagem clara e clara do acordo, bem como seu propósito. Além disso, essas alegações são infundadas, considerando que mesmo antes da assinatura do acordo, Kotler abordou a ré e lhe ofereceu exatamente a mesma "ideia", sem qualquer compromisso de sua parte. Isso prova que o acordo do réu de pagar o salário do autor foi dado em troca do compromisso explícito de Kotler de conduzir processos legais junto às autoridades. É inconcebível que a ré tenha se oferecido para pagar à autora uma quantia enorme pela "ideia" que lhe foi dada gratuitamente ainda antes.
O apêndice do acordo - "Autorização para Lidar com Encargos/Pagamentos de Arrendamentos Municipais", que foi assinado além da procuração dada ao advogado Meyuhas, também comprova que o Sr. Kotler se comprometeu a realizar sua própria gestão com as autoridades. Afinal, alguém cujo trabalho inteiro é mediar, tais permissões não são concedidas.
Além disso, a cláusula 2 do acordo estabelece que a ação judicial é apenas uma das camadas para lidar com a redução das taxas de locação e, de acordo com a cláusula 5, o tratamento legal pode não ser necessário de forma alguma. Tudo isso enquanto o preâmbulo do acordo dizia "já que: o cliente quer que a empresa conduza um processo civil junto à prefeitura e às autoridades em geral."
Se a versão do autor for aceita, a conclusão será que já na data da assinatura do acordo, a autora supostamente cumpriu suas obrigações, já que a assinatura foi feita após a divulgação da ideia e após uma reunião realizada no escritório do advogado Meyuhas. Essa interpretação não pode ser válida, pois o acordo utiliza uma linguagem futura em relação ao compromisso do autor.
O réu ainda argumentou que a versão da autora, segundo a qual seu papel era supostamente limitado à mediação, é absurda, pois transforma todo o acordo em um "contrato inválido" que é nulo e sem efeito de acordo com a seção 30 da Lei dos Contratos (Parte Geral), 5733-1973, e à luz da Regra 11b(a) das Regras da Ordem dos Advogados (Ética Profissional), 5746-1986. As alegações do autor também atribuem ao advogado Meyusha uma ação contrária ao artigo 56 da Lei da Ordem dos Advogados, 5721-1961, pois ele supostamente solicitou a outra pessoa que lhe entregasse trabalho profissional. Presume-se que o advogado Meyuhas não teria dado a mão para dizer isso. A ré observou que, durante o tratamento do caso, o advogado Meyuhas optou por se retirar da representação e o caso foi transferido para o advogado Eidelman, que se mudou para trabalhar em outro escritório de advocacia.