Jurisprudência

Processo Civil 63480-06-22 A.D. Peleg Consulting and Investments in Tax Appeal v. Splitite Ltd. - parte 41

10 de Agosto de 2025
Imprimir

A autora foca na interpretação da cláusula na palavra "also", que ela afirma indicar que é uma comissão além da comissão monetária e, sim, a palavra "options" – no plural, em oposição à palavra option no singular.  Foi argumentado que, à luz disso, a interpretação linguística da seção indica que se trata de uma taxa adicional ao recebimento de opções (como  substantivo) pela compra de ações e não pelo recebimento de uma opção (direito) para comprar ações.  Argumentou-se que isso pode ser encontrado nas diferenças entre a possibilidade de converter a taxa monetária – que é fixada como um dever imposto ao autor e não o direito concedido a ela; durante o período de exercício da opção para receber as opções em vez da obrigação de conversão; e a taxa de pagamento das opções (que é maior conforme a cláusula 3.1.4).  A ré, por outro lado, foca na conclusão da cláusula em que está escrita: "Investir toda a comissão do Finder de volta na empresa" – Sifa, o que, em sua abordagem, indica que isso é um investimento da comissão financeira de volta para a empresa.  De acordo com sua abordagem, essa conclusão indica um movimento circular de receber a comissão financeira e reinvesti-la na empresa por meio da compra de ações.

Após examinar os argumentos, estou satisfeito de que a linguagem da seção não é inequívoca.  No entanto, esta é uma seção cuja linguagem é incoerente, já que o que é declarado no início da seção – no qual a autora foca – mostra apoio à sua abordagem, mas à primeira vista contradiz o que é declarado no final da cláusula que é consistente com a interpretação do réu.  Nessas circunstâncias, e considerando minha determinação de que este é de fato um contrato comercial, mas um que foi elaborado por pessoas privadas, em uma linguagem que lhes não é familiar,  acredito que, para fins de interpretação da cláusula, também devem ser examinadas as circunstâncias externas de sua conclusão.

  1. Portanto, seguirei para as circunstâncias externas da redação da seção. Quanto às circunstâncias externas, começo observando que há uma sobreposição entre os fatos e a análise que serviu de base para a determinação, segundo a qual as partes concordaram em incluir a cláusula em disputa no acordo entre elas, e a decisão sobre a interpretação do acordo com base nas circunstâncias de sua conclusão.  Portanto, e para não repetir o assunto, considero necessário notar que tudo o acima é adicional às minhas determinações sobre a falta de intenção de incluir essa cláusula no acordo entre as partes, o que reforça que a intenção das partes não era determinar a provisão de opções além da taxa monetária.  Portanto, vou focar nesta parte do julgamento principalmente nas circunstâncias externas, que indicam a interpretação da cláusula conforme dada pelas partes, e especialmente por Peleg em tempo real.

Quanto a essa interpretação, antes de tudo, ela indica a interpretação do acordo, que está exposta nas mensagens de e-mail enviadas por Peleg para e da Fundação para discussão em 28/3/18 e 01/4/18, apresentadas conforme declarado nos parágrafos 12 e 13 acima.  No contexto dos anúncios – a possibilidade de um IPO da empresa e o desejo de Peleg de receber uma comissão de acordo com o acordo básico (que se aplica à captação de recursos), mesmo em caso de IPO.  Diante disso,  Peleg solicitou a adição da cláusula 3.1.4, cujo objetivo é regular a possibilidade de converter a comissão monetária de acordo com o  acordo de obtenção  em ações.  E documentado – na fase em que essa cláusula foi solicitada, não havia cláusula que permitisse ao autor converter a comissão monetária em ações (ou seja, não havia cláusula 3.1.2, pois ela foi adicionada apenas depois ao acordo), e, além disso, o próprio direito do autor de receber uma comissão em caso de oferta e não um aumento financeiro exigia regularização.  Como o contexto da cláusula foi esclarecido, acredito que uma análise do que está declarado nos avisos aos quais a cláusula foi adicionada ao acordo mostra claramente que a intenção ao incluir a cláusula era – conforme declarado nos avisos explícitos – permitir que a autora convertesse sua comissão financeira em ações – e nada mais.  O apoio dessa afirmação pode ser encontrado no depoimento de Peleg, que confirmou – em relação ao conteúdo dos e-mails – na página 155, linhas 13-14 que:

Parte anterior1...4041
424344Próxima parte